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Tudo o que você precisar saber para cuidar de um hamster

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27 fev Tudo o que você precisar saber para cuidar de um hamster

São pequenos, agitados, graciosos, amorosos, mas dão trabalho, viu? Quem tem hamster sabe que, apesar do tamanho, é preciso ter tempo e dedicação para cuidar dessa espécie de animal de estimação.

Que tal ver se você tem os requisitos para adquirir esse bichinho? Veja abaixo dicas da médica veterinária Danaê Fernanda Avanze Cação, especializada em animais selvagens, sócia da Amazoo Pets (www.facebook.com/amazoopets e www.facebook.com/amazoocampinas).

Antes de mais nada

Para saber se um hamster pode se adequar ao seu cotidiano, o mais importante é entender que eles são animais de hábitos noturnos. Você precisará manipulá-los todas as noites. Durante o dia, eles dormem. Portanto, se você procura um bichinho para interagir no período diurno, esta não deve ser sua escolha!

Lembre-se também de que os hamsters gostam da presença do ser humano, mas são animais de hábitos mais solitários. “Com outros de sua espécie, os hamsters têm tendência ao territorialismo, portanto, o ideal é que sejam criados sozinhos”, afirma a veterinária.

Você terá gastos com gaiola (compra e manutenção), ração especial e veterinário (uma consulta a cada três meses), além de eventuais despesas extraordinárias, como combate a doenças.

Preparando a casa

Ao chegar, o hamster deve ir direto para a gaiola para se ambientar. “Na natureza, o hamster é uma presa, portanto, ele tem muito medo de estímulos externos. No primeiro dia é recomendado deixá-lo quieto, na gaiola, em ambiente sem passagem de pessoas ou animais e silencioso”, ensina Danaê.

A partir dos próximos dias, já é possível dar início à manipulação do animal no período noturno (leia mais abaixo).

Não é recomendado criar os animais soltos. E é preciso cuidado extra com crianças e outros animais para evitar problemas. “Acidentes entre hamsters e outras espécies são muito comuns”, alerta a especialista.

Gaiola

Os hamsters são animais bastante curiosos e ativos. A gaiola precisa ser espaçosa e ter opções de atividades (brincar, se esconder e fazer reconhecimento ambiental). Toca para os bichinhos se esconderem e brinquedos são itens obrigatórios.

O substrato não deve ser em estilo pó (como serragem), pois isso pode causar problemas respiratórios. Além disso, precisa ter um fator de absorção para água e a urina.

A periodicidade da limpeza vai variar de acordo com o substrato, o tamanho da gaiola e a quantidade de animais. “A dica é não deixar a gaiola cheirando a xixi. Para limpar, é preciso tirar todo o substrato e colocar novo. E se a gaiola tiver rodinha para o exercício dos hamsters, esta precisa ser limpa obrigatoriamente todos os dias”, diz Danaê. “As gaiolas de plástico, que são mais fechadas, também podem ser usadas, mas são cheias de tubos e a ventilação é muito pobre. Neste caso, a limpeza deve ser diária.”

Os tutores devem tomar cuidado com o material das gaiolas, para não contaminar o hamster caso ele venha a roê-la. A dica é usar gaiola de epóxi.

Manipulação

O hamster deve ser manipulado pelo tutor diariamente, sempre à noite. “A manipulação é importante para que o animal fique manso, mas é preciso respeitar os seus horários. “Não pode acordar o animal às 2h da tarde para fazer carinho porque vai ser motivo de estresse.”

Alimentação

A regra para a boa saúde do seu bichinho é: ofereça apenas rações da linha Super Premium, específicas para hamsters. “Rações generalistas, as que servem para outras espécies, não são recomendadas”, afirma a veterinária.

Outro alerta: não dê sementes. “Não recomendo por vários fatores, entre eles a composição nutricional em si e o fato de que os animais costumam guardar as sementes na bolsa jugal, que fica dentro da boca, e, com a umidade, pode fermentar e causar problemas.”

Saúde

Não há vacinas para hamsters. Por isso, a melhor prevenção é uma avaliação veterinária a cada três meses, para determinar necessidade de controle de vermes, pulgas, piolhos e outros males.

“Geralmente, quando os hamsters demonstram sintomas, as doenças estão mais evoluídas e atacam muito rápido a partir daí”, alerta a profissional. “São animais que vivem de 1,5 a 3 anos, por isso, é preciso um cuidado ainda mais especial nessa questão de acompanhamento veterinário.”

 

 

 

 

 

 

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