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Guia do Canarinho: saiba tudo sobre essa fofa e pequena ave

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01 jun Guia do Canarinho: saiba tudo sobre essa fofa e pequena ave

Se, quando falamos em Canário, logo vem à sua cabeça a seleção canarinho e outras brasilidades, você não está sozinho. Porém, ao contrário do que muita gente pensa, a primeira aparição da ave não foi registrada no Brasil. Inclusive, ela nem mesmo aconteceu no nosso continente.

Origem

“O primeiro canário de que se tem notícia foi encontrado nas Ilhas Canárias, na Costa Africana, por volta de 1402. Sabe-se que as Ilhas receberam esse nome antes do pássaro. Curiosamente, os romanos chamavam-nas de ‘Ilhas dos Cães’ por serem habitadas por um tipo de raça de cães de grande porte. A palavra ‘canário’ é uma corruptela de ‘canis’, ou ‘cachorro’, em latim”, conta Yamê Miniero Davies, médica veterinária especializada em animais silvestres, da empresa de consultoria veterinária VetWings, de São Paulo.

No Brasil, existem oito espécies de canários nativos: Saí-Canário (Thlypopsis sordida), Canário-andino-negro (Phrygilus fruticeti), Canário-da-terra-verdadeiro (Sicalis flaveola), Canário-do-amazonas (Sicalis columbiana), Canário-do-brejo (Emberizoides ypiranganus), Canário-do-campo (Emberizoides herbícola), Canário-do-mato (Myiothlypis flaveola) e Canário-rasteiro (Sicalis citrina). “O Canário Belga é o mais comumente encontrado em cativeiro no Brasil e não é originário do país, ou seja, é mantido como ave doméstica e não necessita de autorização do IBAMA para ter em casa, diferentemente de espécies nativas de canários”, explica Dra. Yamê.

Habitat

Natalia Philadelpho Azevedo, médica veterinária especialista em animais silvestres, membro da equipe VetWings, propõe as seguintes recomendações para se criar um canário saudável em casa:

  • Mantenha a ave em uma gaiola de, no mínimo, 45 cm de comprimento, onde ela tenha espaço suficiente para se movimentar.
  • As gaiolas podem ser feitas de madeira e fibra ou de epóxi, sendo o último material mais recomendado pela facilidade de limpeza e desinfecção.
  • O fundo da gaiola deve ter uma grade que separe a ave de suas fezes, evitando o contato.
  • Os poleiros devem ter o diâmetro adequado às patas da ave – permitindo o conforto do animal – e serem distribuídos em alturas diferentes, sempre priorizando a região mais alta da gaiola, onde as aves preferem ficar.
  • As gaiolas não devem ser colocadas próximas à cozinha e nem devem receber correntes de ar.
  • É importante que os pássaros recebam sol direto, pelo menos alguns minutos por dia, mas devem sempre ter a opção de irem para a sombra caso estejam com calor ou desconfortáveis.

 

Alimentação

A alimentação é tão importante quanto o ambiente e, por isso, a variedade de alimentos é primordial para a saúde do canarinho. “A base da dieta deve ser a mistura de sementes, entre elas: grãos de painço, alpiste, níger, entre outros, e rações extrusadas balanceadas especialmente de acordo com as necessidades nutricionais dos canários. Além disso, uma variedade de frutas, legumes e verduras pode ser oferecida para complementar a dieta, sendo os mais apreciados as verduras escuras (couve, catalonha, almeirão), jiló, berinjela, pepino, maçã e laranja”, orienta Dra. Natalia.

A veterinária ressalta: “nas épocas de maior necessidade energética por parte do organismo da ave, como a reprodução, postura e muda de penas, pode-se oferecer farinhadas de ovos comerciais. Não é recomendado o uso de farinhadas comerciais oleosas pela alta quantidade de gordura presente no alimento. Lembrando que todos os alimentos devem ser comprados em embalagens fechadas, que possuam uma marca e validade do produto. Evite comprar alimentos a granel devido à armazenagem desconhecida do alimento”, frisa a veterinária.

O próximo passo é entender os sinais que seu canarinho te dá.

Comportamento

Segundo Marta Brito Guimarães, médica veterinária especialista em animais silvestres, também integrante da VetWings, quando os canários estão de bem com a vida, eles apresentam “bastante vocalização, principalmente o canto, no caso dos machos (as fêmeas apenas emitem piados) e costumam permanecer sempre no poleiro mais alto da gaiola, pulando de um poleiro para o outro. Alguns canários reconhecem os proprietários e podem emitir piados quando ouvem suas vozes e chegam até a se aproximar para receber alimento ou ter uma visão mais próxima dos mesmos”, descreve a especialista.

Dra. Marta diz que, “quando estão doentes ou com dores, os canários podem permanecer no fundo da gaiola, como a maioria das aves, parar de cantar, apresentar penas eriçadas, olhos fundos, sonolência e respiração ofegante em alguns casos. Observamos que, em certas ocasiões, quando parecem estar com medo, os canários emitem um piado agudo e frequente durante a consulta, demonstrando desconforto em um local desconhecido para eles”, conta a médica veterinária.

Já em relação à reprodução, os principais comportamentos são o aumento do consumo de alimento e procura por substrato para confecção do ninho. “Algumas aves chegam a desfiar linhas e picotar papel do fundo da gaiola. A vocalização é bem frequente por parte dos machos na tentativa de cortejar a fêmea, assim como a movimentação das asas e a agitação na gaiola”, explica Dra. Marta.

A médica veterinária alerta que “quando estão em gaiolas, pode-se adotar a monogamia, porém, os canários não devem ser mantidos juntos fora da época de reprodução. A vantagem da criação em casais é que as fêmeas são ajudadas pelos machos no cuidado dos filhotes, o que resulta em fêmeas mais descansadas e filhotes sempre bem tratados. Os machos nunca devem ser colocados juntos devido à alta competitividade e disputa por território, gerando assim brigas entre eles”, conclui a especialista.

 

 

 

 

Por: Paula Soncela
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