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Festas e fogos: amenizando o estresse dos cães

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07 dez Festas e fogos: amenizando o estresse dos cães

Quando o fim do ano se aproxima, é inevitável bater um clima de férias e festas, mesmo para aqueles que não param de trabalhar. Porém, se para nós as festividades são uma maneira de relaxar e comemorar, elas podem ser um fator de muito estresse para os cães.

Existem animais que não estão nem aí para o mundo ao redor deles e, se acontecer um apocalipse, vão partir desta para melhor sem nem saber como. Agora, se o seu cão é daqueles mais sensíveis a barulhos e gente nova no pedaço, é muito importante saber como fazer com que seu pet se sinta seguro na hora da festança, da comilança e dos rojões.

Se for fazer uma festa de arromba em casa, o ideal é que o cão seja mantido longe da algazarra. Caso deixá-lo num hotelzinho não seja uma opção viável, procure arrumar um cantinho confortável para seu companheiro canino em algum cômodo em que ele não seja perturbado – com água fresca e limpa disponível, claro.

Tome muito cuidado com o acesso do seu cão às comidas e já avise seus convidados para NÃO oferecerem nada para seu peludo. Alimentos condimentados, como os tradicionais chester, tender e pernil de fim de ano, são uma bomba gastrointestinal para os cachorros. Ossos e caroços de frutas também devem ficar longe dos animais, já que podem causar obstruções, engasgos e perfurações no intestino.

No caso da queima de fogos de artifício, não tem como evitar que o barulho chegue aos ouvidos do seu cãozinho – ao menos que você tenha um ambiente isolado acusticamente em casa. Nessas horas, os cães podem chorar, uivar, querer se esconder e até mesmo chegar a se urinar, dependendo do grau de ansiedade.

Quando o animal começa a se mostrar ansioso por conta dos rojões, puni-lo é a pior coisa a se fazer, já que você intensificará o medo estimulando a associação entre os fogos e a punição. Por outro lado, afagá-lo demais também não é o mais indicado, pois, desta maneira, você estará ensinando ao seu pet que o comportamento ansioso é bom.

Então, o jeito é deixá-lo se esconder no local que o próprio cão julgue mais seguro – debaixo de camas, sofás ou até mesmo dentro da caixa de transporte. Se o seu cachorro ainda não escolheu um lugar para chamar de sua “fortaleza da solidão”, você pode estimulá-lo a ir para um local mais tranquilo fazendo uma trilha de petisquinhos.

Em termos de “prevenção”, é altamente indicado que você faça um treino diário para diminuir a sensibilidade do seu cão em relação a barulhos altos – como rojões e trovões. No início do treinamento, você pode expor o animal a sons de baixa intensidade e, quando ele demonstrar mais tranquilidade, recompense-o com um petisco. Desta forma, ele irá, gradativamente, associar o comportamento calmo com algo positivo, mesmo que exposto a barulhos incômodos.

Para não ter erro, seja precavido e consulte um profissional especializado em comportamento canino, que ajude seu cão a lidar com estes fatores estressantes antes de transformar sua casa numa casa de shows. E boas festas!

 

 

Por: Paula Soncela
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