Qual a melhor raça de cachorro para quem tem criança em casa? 

A decisão de adotar um cachorro quando se tem um filho pequeno em casa exige planejamento e atenção a detalhes que garantam a segurança e o bem-estar tanto da criança quanto do animal. “Preparar o ambiente antes da chegada do pet é essencial. Isso inclui delimitar um espaço específico para o cachorro, com um cercadinho onde ele possa ficar confortável, longe de áreas de alimentação e com acesso a água. É importante também definir onde o animal fará suas necessidades, seja em tapetes higiênicos, jornais, grama ou banheiros inteligentes, e evitar deixar ração disponível o tempo todo, estabelecendo horários fixos para as refeições. Isso ajuda a criar um vínculo entre o tutor e o cachorro, reforçando a relação de confiança”, explica a médica-veterinária Isabella Braga Correa Alves, especializada em dermatologia e alergologia.

Na hora de escolher os acessórios, menos é mais. Evite comprar caminhas muito elaboradas, pois filhotes tendem a destruí-las. Opte por materiais mais resistentes, como os de acrílico com tecido. Quanto aos brinquedos, comece com um ou dois e observe as preferências do animal, como bolinhas ou brinquedos de cabo de guerra. Para famílias que optam por cães de porte médio ou grande, a contratação de um adestrador antes mesmo da chegada do pet é altamente recomendada.

“O profissional orientará sobre como evitar que o cachorro pule na criança, como fazer a aproximação correta e como estabelecer limites, especialmente se a criança tiver entre dois e quatro anos e ainda não souber interagir adequadamente com o animal”, afirma a especialista.

Raças mais indicadas para crianças 

Segundo Alvez, algumas raças são mais adequadas para conviver com crianças devido ao seu temperamento dócil e tolerante. Para portes pequenos, destacam-se o dachshund (salsichinha), maltese e yorkshire. No entanto, é importante ensinar às crianças que esses cães são delicados e não devem ser tratados de forma brusca. Para portes médios, o collie (não o border collie), buldogue francês e dálmata são boas opções. Já entre os cães de porte grande, labrador, golden retriever e o bernese são conhecidos por sua paciência e afeto com crianças. Raças como pitbull e o bull terrier também podem ser boas companhias, mas exigem adestramento prévio e contínuo para garantir uma convivência segura.

Se a família já possui um cachorro e está esperando um bebê, a adaptação deve começar durante a gestação. Simular situações com o uso de bonecas, carrinhos de bebê e bebês-conforto ajuda o animal a se acostumar com a nova rotina. Reduzir gradualmente a dependência emocional do cachorro, estabelecendo limites e recompensando comportamentos adequados, é fundamental para evitar ansiedade ou depressão no pet. O acompanhamento de um comportamentalista canino ou adestrador durante esse processo pode fazer toda a diferença.

“Adotar um cachorro é uma decisão que traz alegria e ensina valores importantes às crianças, como responsabilidade e empatia. No entanto, é crucial que os pais estejam preparados para oferecer um ambiente seguro e equilibrado, tanto para o novo membro da família quanto para os pequenos. Com os cuidados certos, a convivência entre crianças e cães pode ser harmoniosa e repleta de momentos felizes”, encerra Alves.

 

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