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Se meu pet é réptil, ele pode transmitir salmonela?

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25 ago Se meu pet é réptil, ele pode transmitir salmonela?

Você sabia que as condições de higiene nas quais você mantém seu animal de estimação são de vital importância não somente para a saúde do seu pet, mas para a sua também?

No caso dos répteis, uma das bactérias mais facilmente transmitidas é a salmonela.  “É comum encontrá-la nessa classe de animais, em diversos órgãos como estômago, fígado, baço, pulmões e até nos ossos”, esclarece o médico-veterinário Fernando Figliolini. Os animais hospedeiros podem apresentar sintomas variados e inespecíficos, ou até mesmo ausência de sintomas. Justamente por conta disso, ela pode estar presente em espécimes saudáveis, pois animais em condições ideais de temperatura, umidade e nutrição podem entrar em contato e portá-la em seu organismo, sem desenvolver doenças.

Mas, se transmitida para o ser humano, este pode desenvolver a salmonelose, infecção que causa gastroenterite. Os sintomas mais comuns são dor de cabeça, febre, náuseas, vômitos, falta de apetite, cólicas e diarreia. É nessa hora que a limpeza correta e bons hábitos de higiene garantem um ambiente saudável para todos, livre dessa zoonose (doença transmitida de animais para seres humanos). A transmissão é feita através do contato com a urina e fezes do animal. “Mas é muito radical a ideia de que todo réptil é portador dessa bactéria”, pondera o especialista.

Figliolini explica que vários trabalhos acadêmicos apontam uma prevalência desse tipo de microrganismo, por isso é importante atenção e um ambiente limpo, mas sem paranoia. Procure limpar o aquário/terrário do seu animal ao menos uma vez por semana ou sempre que estiver sujo.

Relatos sobre jabutis e cágados são mais comuns. “Pensando no hábito dos répteis geralmente criados em cativeiro, acredito que os cágados possam ser mais propensos a transmitir a doença, por viverem em água parada, fazendo suas necessidades nessa mesma água, que nem sempre é limpa com a frequência que deveria, podendo assim tornar a carga bacteriana no ambiente maior”. Manter o ambiente do animal limpo é muito importante, pois fungos, parasitas e bactérias podem usar o pet como vetor, e causar nos seres humanos outras doenças como clamidiose, leptospirose, pentastomose, entre outras, alerta o veterinário.

Por isso, até mesmo uma mordida ou qualquer tipo de corte na pele do tutor pode favorecer uma infecção. “O melhor cuidado que devemos ter ao limpar o ambiente de qualquer animal é evitar o contato direto com fezes e urina, especialmente se houver alguma lesão na pele, e lavar bem as mãos depois de mexer nos animais ou limpar seu recinto”, conclui Filgiolini.

Da Redação
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