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Crianças encontram nos gatos uma excelente companhia, mas precisam de supervisão

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13 jan Crianças encontram nos gatos uma excelente companhia, mas precisam de supervisão

As vantagens da convivência de seres humanos com gatos e outros pets são inúmeras, com benefícios para a saúde e para a qualidade de vida. E essa relação não é diferente com crianças, mas exige alguns cuidados.

Em linhas gerais, o relacionamento entre crianças e animais de estimação contribui para o desenvolvimento cognitivo, motor, emocional e social dos pequenos. A psicóloga Déria de Oliveira afirma que a interação com pets contribui para que a criança entenda a relevância do respeito à natureza. “Mesmo que a criança não seja responsável pela posse do pet, geralmente aprende e adquire recursos para exercer o papel de cuidador e, com frequência, é gratificada pelo amor incondicional do animal”, ressalta.

A médica-veterinária comportamentalista e fundadora da Pet Anjo, Carolina Rocha, adiciona que a interação com animais diminui os níveis de estresse, insegurança e ansiedade. Além disso, conta que crianças em contato com pets têm menos riscos de tosse e questões respiratórias, como a asma infantil. “Crianças em constante interação com animais possuem menos chance de ter problemas de saúde se comparadas àquelas que não convivem com pets”, explica a especialista.

O animal se torna um companheiro da criança, que aprende sobre amizade e os limites desta relação. Quando o bicho está adoentado, a criança tem a oportunidade de cuidar dele e, quando o animal é idoso, o pequeno terá a oportunidade de aprender mais cedo a lidar com a morte e o luto. “As situações da vida serão recriadas com o animal e, desta forma, a criança aprende a ter mais empatia e compaixão já que passa a respeitar o outro na sua diferença”, pontua Rocha.

No entanto, para se beneficiar desta relação, é importante que os adultos supervisionem a interação entre pets e crianças. No caso de gatos, certas atitudes da criança, como puxar o rabo e apertar, podem assustar o bichinho. Da mesma forma, alguns comportamentos do gato, como arranhar e vocalizar, podem assustar a criança. A médica-veterinária afirma que os gatos prezam pela rotina e gostam de estar em um ambiente conhecido. Caso existam sinais de desconforto por parte do gato ou da criança, deve-se interromper a interação e não forçar a relação. A utilização de reforçadores positivos como petiscos, falas, carinhos são muito bem vindos.

O estabelecimento de regras é outro fator importante para uma boa relação entre criança e gatinho. É preciso dar os limites para o bicho e para a criança, sem incentivar uma relação de dominação. Isso significa ensinar a criança a melhor forma de mexer no gatinho.

Da Redação
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