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Relação da obesidade com problemas de endocrinologia dos cães

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07 mar Relação da obesidade com problemas de endocrinologia dos cães

Uma das piores doenças atuais, a obesidade infelizmente não afeta só os humanos. Nossos cães também estão carregando uns quilinhos extras no corpo que podem levar ao perigosíssimo estado de sobrepeso. Os riscos da obesidade para a saúde dos cães são graves, e os donos devem ficar bem atentos para evitar este problema.

Para determinar se o seu pet está obeso, é preciso uma avaliação completa. “Precisamos considerar a análise geral do animal, o sexo, a raça, idade e a morfologia”, explica a Dra. Tatiane Faria, médica-veterinária domiciliar da PreVet.  “A obesidade traduz-se fisicamente por uma certa deformação, devida aos depósitos de gorduras generalizadas ou localizadas em certas partes do corpo”, explica.

Umas das formas para verificar se o seu cãozinho está obeso é fazendo a apalpação do tecido adiposo que cobre o tórax. “Em estado normal, as costelas do cão são apenas discerníveis ao olhar, mais fáceis de apalpar. Em caso de obesidade, conseguimos sentir apenas com alguma pressão. Observamos também que a cintura e reentrâncias abdominais estão pouco perceptíveis ou ausentes”, conta Tatiane.

Se diagnosticado, o sobrepeso do animal pode levar a problemas sérios, muitos deles hormonais. Os mais comuns são similares aos sofridos pelos humanos, como síndrome metabólica (excesso de gordura no sangue, colesterol alto e triglicerídeos), diabetes e hipotireoidismo. Segundo Tatiane, “também podemos citar algumas doenças vasculares, hipertensão, isquemia e problemas ortopédicos”.

O endocrinologista veterinário poderá ajudar no tratamento de muitos destes distúrbios. É um profissional que não se ocupa apenas com problemas de ordem hormonal, mas também problemas metabólicos. O tratamento, ministrado após uma bateria completa de exames físicos e laboratoriais, varia caso a caso, desde uma restrição alimentar fornecendo apenas ração específica para obesos ou ração light sem uso de petiscos, até a inserção de exercícios físicos na rotina ou fisioterapia e natação. E não podemos esquecer que, como conta Tatiane, “caso seja um problema hormonal, o tratamento será mais específico e o animal poderá fazer uso de medicação”.

Cada vez mais comum, a obesidade nos cãezinhos pode ser evitada com alguns simples cuidados dos donos. É importante seguir a quantidade de ração a ser fornecida indicada pelo fabricante e ficar de olho nos petiscos oferecidos durante o dia. Sempre lembrando que o animal precisa gastar energia; o animal sedentário pode comer mais do que realmente precisa e começar a acumular gordura.

“Hoje nossos animais são tratados como filhos de quatro patas, implicando também em uma alimentação inadequada, em excesso e não regrada, herança do cotidiano desenfreado que afeta a maioria de nós. A imagem de que o cão gordo é um cão bem tratado é coisa do passado”, alerta a especialista.

Da Redação
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