Portal Melhores Amigos | Por que alguns cães tentam fugir e como evitar a fuga canina
Saiba que existem inúmeros motivos por trás desta fuga canina sem envolver a falta de amor e consideração entre vocês. Tudo vai depender da personalidade do animal e das contingências que envolvem a rotina dele.
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Por que alguns cães tentam fugir e como evitar a fuga canina

cachorro na janela

08 jun Por que alguns cães tentam fugir e como evitar a fuga canina

Seu cão é daqueles que parece que tem o encosto do Forrest Gump e não pode ver uma brecha no mundo que já sai correndo em direção à linha do horizonte? Então as informações a seguir podem ser muito úteis pra te ajudar a entender e amenizar esse lado fujão do seu pet.

Antes de deixar a culpa te consumir achando que fez algo de errado para seu cachorro querer dar no pé, saiba que existem inúmeros motivos por trás desta fuga canina sem envolver a falta de amor e consideração entre vocês. Tudo vai depender da personalidade do animal e das contingências que envolvem a rotina dele.

Por que alguns cães fogem?

“São vários os motivos que podem levar um cão a tentar fugir. Por exemplo: ele pode ter avistado outro animal, ter ouvido um barulho diferente ou fogos de artifício, ter sentido o cheiro de algo para comer ou apenas estar curioso. Os estímulos da rua normalmente são muito atrativos”, explica Marcia Miyabara, adestradora da equipe Cão Cidadão que atua em São Paulo.

Então vamos por partes…

Um cachorro territorialista pode pular o muro ou vazar pelo portão para expandir a área que ele protege e, consequentemente, prover maior segurança a seus tutores, família e matilha. Ou seja, ele faz isso por devoção a você.

Outro fator que pode levar um cão a explorar novos territórios é a solidão. Mesmo que ele tenha o maior quintal do mundo para se entreter enquanto você está fora, pode ser que ele fuja à procura de companhia – seja a sua, farejando seu rastro pela rua, ou de qualquer outro ser vivo que cruzar o caminho dele.

Além da solidão, seu pet também pode estar apresentando sinais de tédio. Um animal entediado não hesitará em procurar diversão do outro lado do muro – que pode vir na forma de um galho, uma pessoa, outro cão ou qualquer objeto animado ou não.

Os hormônios podem ser os “culpados” pela fuga do seu pet se ele não for castrado e sentir o cheiro de alguma fêmea fértil pela vizinhança – e vice-versa. Pode apostar que eles farão de tudo para chegar ao seu objeto de desejo canino.

Além disso, existem cães que têm seu instinto de caça muito preservado e aflorado e são do tipo que entendem que sua missão na Terra é perseguir e abater a presa, independente dele ter um balde de ração pra comer todo dia.

O que fazer para evitar a fuga canina

Nunca, jamais, em hipótese alguma deixe o animal preso ou amarrado para limitar a movimentação dele – isto é criminoso e cruel. Para evitar as tentativas de fuga de um cão fujão devemos aliar medidas práticas de segurança com mudanças no ambiente e na rotina dos peludos, bem como utilizar alguns comandos para treinar seu comportamento.

Segundo a adestradora, “é recomendado que a casa tenha portões e muros altos o suficiente para evitar qualquer tipo de acidente, bem como redes de proteção nas janelas, caso seja um apartamento ou algum lugar mais elevado. Alguns cães conseguem abrir maçanetas de porta, então, é necessário trancá-las com chave”, alerta.

Estabelecer limites pode parecer difícil, mas é possível treinar o pet para que ele não saia pelo portão sem autorização. “Comece o treino usando uma guia, de preferência longa, onde seja possível prendê-la em algum local que o impeça de sair. Se ele tentar, diga ‘NÃO’. É possível também jogar o brinquedo ou um petisco na calçada e frustrá-lo com a guia, caso ele queira ir atrás”, orienta Marcia.

Repita os exercícios algumas vezes, até que o cão tenha compreendido e se recuse a ir para rua. Se isso acontecer, recompense-o com algo que ele goste muito e não se esqueça de elogiá-lo.

Passeie com seu cão SEMPRE usando coleira de identificação (com informações de contato) e guia (que além de evitar a fuga, previne contra outros incidentes). “É importante checar sempre se o equipamento utilizado é seguro, com travas e fechos, e se são adequados ao porte do cão. Pode-se, por exemplo, reforçar a segurança usando uma coleira peitoral e um enforcador leve, juntos e presos pela mesma guia”, indica a adestradora.

O treino do “FICA” também é importante, pois faz com que o cão desenvolva o autocontrole e fique parado aguardando sua recompensa. “Peça para o cão ficar, abra a porta ou portão, saia e veja sua reação. Se ele não sair, ótimo! Volte e lhe dê uma recompensa. Lembrando que o cão preso a uma guia é fundamental para garantir a segurança dele”, frisa Marcia.

Contudo, se você suspeita que seu pet esteja entediado, espalhe mais brinquedos no ambiente onde ele costuma ficar, passeie mais vezes por dia e tente ensinar comandos novos regularmente. Você pode consultar mais dicas aqui!

Para diminuir as chances de seu cãozinho cavar um “túnel” de fuga, proteja as áreas em que a possibilidade disto acontecer é maior (cubra com tijolos ou pequenas cercas). E tenha em mente que animais castrados apresentam menor propensão a querer fugir para aumentar a família e têm muito menos problemas de saúde.

Por fim, dê atenção e entretenimento para seu pet e mostre que ele tem tudo o que precisa dentro de casa.

 

 

Paula Soncela

 

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