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Lankestereliose: o que é e como tratar?

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24 abr Lankestereliose: o que é e como tratar?

Muitas doenças são comuns entre todos os pets nos lares brasileiros. Câncer, doenças do coração e até obesidade podem afligir nossos queridos bichinhos de estimação. Algumas, porém, acabam atingindo somente algumas espécies de animais. É o caso da Lankestereliose.

Também conhecida como Atoxoplasmose, a Lankestereliose é uma infecção causada por um protozoário isospora. Esta doença ataca os pássaros, sendo que a ordem mais suscetível a contrair a enfermidade é a passeriforme, que inclui os canários, manons e diamante gold, entre outros.

Infelizmente, a Lankestereliose é uma doença de difícil diagnóstico nestes animaizinhos. Segundo Ariane Parra, médica-veterinária especializada em animais silvestres e exóticos da clínica Pet Exótico, os sintomas mais comuns não são específicos desta enfermidade. Normalmente, a ave tem diarreia, anorexia, depressão, penas eriçadas e também hepatimegalia. “Este último caracteriza o que é chamado por criadores de ponto preto”, afirma.

O diagnóstico definitivo desta doença no Brasil ainda é pouco frequente. Como explica Ariane, “é possível determiná-lo por meio de exame parasitológico das fezes. Porém, devido ao ciclo biológico do Atoxoplasma, pode não haver eliminação de oocistos nas fezes – o local de desenvolvimento de um parasita. Por isso, o diagnóstico definitivo pode ser feito por exame histopatológico, que consiste em se examinar ao microscópio um fragmento de tecido de um órgão qualquer da ave, ou do PCR (reação em cadeia da polimerase).”

Todo cuidado é pouco com a Lankestereliose, já que ela pode ser fatal para o pássaro. Portanto, Ariane recomenda a intervenção rápida dos tutores que observarem algo de diferente em seu pet. “Ao ver qualquer alteração no comportamento das aves, o mais indicado é levá-las para atendimento veterinário”.

A prevenção é feita pelo cuidado extra na higiene do animal, evitando o contato das aves com as fezes. “Medicamentos para tratar protozoários são utilizados, porém muitos têm baixa eficácia”, explica a especialista.

Da Redação
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