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Como ter um aquário marinho em casa

08-Abril

30 mar Como ter um aquário marinho em casa

Ter um aquário em casa é adquirir mais um hobby à rotina e, de quebra, ter uma bela visão na sala, no quarto ou em qualquer outro cômodo. Alguns aquaristas gostam de aumentar ainda mais o desafio e buscam tipos diferentes e cheios de vida. O aquário marinho é lindo e desafiador, e é preciso ficar atento, pois cuidar dele é um pouco diferente dos aquários comuns.

 

Antes mesmo de começar a comprar itens relacionados a esse tipo de aquário, é preciso estudar o que é necessário para o funcionamento dele, e estar muito bem preparado, explica Tiago Calil, biólogo da Cobasi. “Vários pontos devem ser considerados, como as necessidades dos animais que se pretende adquirir, o tipo de aquário, equipamentos, alimentação, custo, espaço disponível, localização que ficará o aquário e o tempo que o tutor terá disponível para se dedicar”.

 

É preciso ter um bom espaço para o aquário marinho?

 

Não necessariamente. É possível montar aquários marinhos relativamente pequenos, que são os chamados nano aquários. “O aquário de água salgada possibilita uma imensidão de estilos e montagens. É importante estudar as espécies com antecedência com base no espaço disponível e necessidade de cada uma delas”, aponta Calil.

 

Gaste tempo estudando os equipamentos

 

Um dos aspectos de maior relevância do aquário marinho são os equipamentos. São eles que tornam esse tipo de aquário com um custo mais elevado, comparado aos aquários de água doce. De acordo com o biólogo, cada equipamento possui particularidades a fim de replicar o ambiente natural.

 

Filtro – Precisa ser bem dimensionado, geralmente em forma de sump (aquário em forma de filtro), com todas as suas  camadas filtrantes como mecânica (lã e esponja), química (resinas adsorventes) e biológica (cerâmica, vidro sinterizados e filtros fluidizados). “Outro tipo de filtragem importante na maioria dos casos é o desnatador, conhecido popularmente como skimmer”, explica.

 

Bombas – As correntes marinhas são fortes e inconstantes e tal característica é importante replicar nos aquários de água salgada. Isso é possível através de bombas de circulação conhecidas como wave makers.

 

Iluminação – A luz tem impacto direto no comportamento dos animais. O objetivo é simular o fotoperíodo comum no ambiente natural, principalmente quando o aquário abriga animais como os corais. Existem lâmpadas específicas para aquários marinhos, a ideia é pesquisar o melhor modelo que mais se adequa ao porte do aquário e os animais que se pretende obter.

 

Ornamentação – Basicamente, o aquário marinho por si gera vida conforme vai maturando, tornando o ambiente com um aspecto natural e muito atrativo aos olhos. Por isso, “não há motivo para encher de ornamentos o aquário, o uso de um substrato e rochas calcárias já são suficientes para uma infinidade de seres vivos se formarem nessas superfícies”, comenta.

 

O biólogo explica que os custos para adquirir este tipo de aquário podem assustar, mas se é bem planejado, não há espaço para surpresas. “O que realmente podemos afirmar é que o aquário marinho gera um custo maior na aquisição, porém, com os equipamentos certos e manutenção equilibrada, os cuidados necessários se tornam relativamente tranquilos com o passar do tempo”, explica.

 

Água salgada é essencial

 

Existem duas formas de conseguir a água salgada: a primeira é comprando a água pronta em petshops especializados. O método pode ser um pouco mais trabalhoso, dependendo do volume de água necessário para preencher o aquário.

 

É possível também preparar a água salgada para inserir no aquário. “Para produzir em casa, é necessário sal sintético de boa qualidade e água doce obtida de um filtro reverse, osmose ou deionizador, acoplado a alguma torneira da casa. Basta misturar na quantidade indicada de sal com a água deionizada e verificar através de um densímetro ou refratômetro a densidade, que deverá atingir a marca de 1024ppm”, explica Calil.

 

Para quem preferir produzir a água em casa, outros testes são importantes e não podem ser ignorados, como pH, KH, Amônia e Nitrito. Assim como outros aquários, é necessário trocar a água periodicamente.

 

Os animais mais comuns do aquário marinho

 

É muito comum encontrar peixes, como palhaços, tangs, anjos e donzelas. “Cada espécie possui necessidades específicas de cuidados, não só com a alimentação, mas com os parâmetros da água, temperatura e iluminação. Portanto, é importante pesquisar as particularidades de cada espécie antes de comprar”, alerta Calil.

 

O que faz os aquaristas se encantarem pelo mundo do aquário marinho é a possibilidade de compor a fauna também com invertebrados, como corais, esponjas, camarões e moluscos. “Quando há comprometimento e disciplina,não há limite para o hobby”, conclui.

 

 

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