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Antes de adquirir uma ave pet, conheça algumas recomendações

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20 jan Antes de adquirir uma ave pet, conheça algumas recomendações

A ideia de ter uma bela ave pet e de piado musical a embelezar o ambiente de casa é tentadora, mas antes de decidir ter o bichinho é preciso saber de algumas coisas importantes. E também ter certeza da sua disposição ou da família para mantê-lo saudável, seguro e sem estresse.

A médica-veterinária Renata Gaspar, especializada em aves, enumera algumas recomendações:

1. Você tem condições de manter a ave? Reflita sobre isso antes de decidir. Dependendo da espécie, a ave precisa de cuidados que vão além da troca diária de água e sementes. Na maior parte dos casos, as aves precisam de muito mais que isso, mas os psitacídeos (aves de bico torto, que vão desde periquito até araras) vão além. Por interagirem mais com seres humanos, essa “troca” precisa ser mantida, ou a ave sente a falta de atenção do seu proprietário ou das pessoas que costumam interagir com ela.

2. Os cuidados básicos incluem tirar o pássaro da gaiola, proporcionar banho de sol, banhar com spray de água ou colocar banheira, disponibilizar brinquedos para distração e oferecer  dieta balanceada

3. Saiba que as aves piam, cantam e gritam (sim!). Leve isso em conta na hora de decidir se vai adquirir uma ave pet, especialmente se você mora em um apartamento.

4. O período reprodutivo é, em suma, estressante para a ave. Muitas vezes simplesmente adquirir um “par” não resolve o impasse sexual do animal. Psitacídeos se escolhem. Formar casal não é somente comprar “um outro” da mesma espécie e parear. Eles precisam se aceitar.

5. É necessário ainda o cuidado jurídico para a posse do pet. Comprar uma ave silvestre, principalmente aves nacionais, envolve adquirir não só o animal, mas também seu documento de origem. A nota fiscal emitida pelo estabelecimento, descrevendo a anilha (pequeno anel que envolve um dos pés) que acompanha a ave, assim como o registro da loja no IBAMA, garante a sua procedência legal. Psitacídeos exóticos (que não pertencem à fauna Brasileira, mesmo que adquiridos em criadores daqui) de grande porte também merecem essa atenção.

6. Cacatuas, papagaios africanos, Lóris, papagaios da indonésia devem vir acompanhados de documentação. Calopsitas e periquitos exóticos não têm a obrigatoriedade do anilhamento.

7. Não se esqueça de, assim que adquirir uma ave pet, fazer visitas mensais a um médico-veterinário quando filhote, a fim de auxiliar na troca de papa para dieta extrusada (ração processada), pesagem, vermifugação, dentre outros cuidados. E quando adulta, ao menos vez ao ano para check-up preventivo.

Renata lembra ainda que aves ameaçadas de extinção não podem ser comercializadas.

Existe um decreto presidencial (Decreto 3.607, de 21 de setembro de 2000) que regulamenta esse assunto no país, elaborado a partir da Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES), do qual o Brasil é signatário.

Da Redação
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