A importância do protocolo de vacina em filhotes de cães

Ser tutor de um cachorro exige paciência, dedicação, muito amor e responsabilidade com a saúde do animal. Uma das primeiras ações que salva a vida do animal é iniciar o protocolo de vacina. O protocolo é simples, mas é preciso ficar atento a alguns detalhes.

A partir dos 45 dias de vida, qualquer filhote saudável já pode receber a primeira dose da vacina Polivalente, que protege o animal contra 8 ou 10 cepas virais diferentes: as famosas V8 ou V10. Além dela, o filhote também deve receber a vacina antirrábica, explica Adriana Souza dos Santos, médica veterinária da AmahVet.

 

O protocolo vacinal de filhotes inclui 3 doses da vacina polivalente, com intervalos de 21 dias entre uma e outra. A vacina antirrábica deve ser aplicada com quatro meses de vida do animal.

 

Por que o protocolo é importante

 

A formação do sistema imunológico do animal é fundamental para garantir saúde e qualidade de vida, e só é possível uma proteção completa com o protocolo de vacinas.

 

A V8 auxilia na prevenção da cinomose, hepatite infecciosa canina, parainfluenza, parvovirose, coronavirose e leptospirose. A V10 protege contra todas estas doenças e mais algumas outras cepas de leptospirose.

 

A vacina antirrábica auxilia na prevenção da raiva, que é a doença que possui uma mortalidade em 100% dos infectados. Além disso, o animal infectado pode fazer transmitir a doença para o seres humanos.

 

Outras vacinas que não são obrigatórias dentro do protocolo também são importantes para garantir a saúde do animal. “As vacinas contra Giárdia, Traqueobronquite Infecciosa Canina e a Leishmanioses não são de caráter obrigatório. No entanto, são tão importantes quanto as polivalentes, já que estas previnem doenças que são zoonoses”, aponta Santos. As doenças caracterizadas como zoonoses são as que podem ser transmitidas para os humanos.

 

O que fazer durante o protocolo

 

Quando o animal começa a realizar o protocolo vacinal, o organismo passa por uma baixa de imunidade, pois o sistema imune está assimilando cada cepa viral que tem na vacina e criando anticorpos. Por isso é imprescindível o isolamento do cão durante o protocolo.

 

Ruas, parques e locais onde passam muitos cães são extremamente perigosos neste momento. Os contatos de alto risco são inúmeros:  esses locais podem conter cepas virais, o animal pode ter contato com a giárdia através das fezes de um cão contaminado ou até mesmo contato direto com outro cão não vacinado.

 

O isolamento é tão importante quanto o protocolo de vacinação, já que o filhote “não tem imunidade o suficiente para se proteger das doenças e corre alto risco de ser infectado. É importante não subestimar a capacidade de contaminação desses locais, pois há vírus que podem persistir no ambiente por meses”, conclui.

 

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