Portal Melhores Amigos | Sorriso em dia: meu cachorro deve ir ao dentista?
1005
single,single-post,postid-1005,single-format-standard,ajax_fade,page_not_loaded,,qode-theme-ver-1.0,wpb-js-composer js-comp-ver-4.3.5,vc_responsive

Sorriso em dia: meu cachorro deve ir ao dentista?

cachorro_dentista

03 nov Sorriso em dia: meu cachorro deve ir ao dentista?

É completamente normal que tutores se comparem a seus pets e usem da empatia para identificar alguma necessidade ou preferência do bichinho ─ inclusive, tem gente que até experimenta a ração para saber que gosto o animal sente. E é nesses episódios empáticos que pode surgir a dúvida cruel: se eu vou ao dentista, meu cachorro também deve ir? Já vamos adiantando que a resposta é um enfático “sim”!

“Assim como levamos nossos filhos ao dentista, os cães também deveriam frequentar um médico veterinário especializado em odontologia desde filhotes. Nesta fase da vida, eles já podem ter alguns problemas nos dentes que devem ser diagnosticados e tratados”, esclarece Michele Venturini, médica veterinária e cirurgiã dentista, especializada em odontologia veterinária e sócio-proprietária do Odontovet, Centro Odontológico Veterinário de São Paulo.

Um dos problemas que os filhotinhos podem apresentar é a persistência dos dentes de leite, muito frequente em raças pequenas. “Dentes de leite que não caem no tempo certo podem levar a problemas de oclusão e também facilitar o desenvolvimento da doença periodontal (doença na gengiva causada pela placa bacteriana). Nestes casos, os dentes de leite precisam ser extraídos o quanto antes”, adverte Dra. Michele.

Além disso, assim como nossas crianças já devem aprender desde pequenininhas a usar regularmente a escova dental, é também desde filhotes que devemos ensinar nossos cães a nos deixar escovar seus dentes, para prevenir a formação de tártaro e o aparecimento da doença periodontal.

“Depois de adulto, mesmo tendo seus dentes escovados diariamente, os cães devem ver seu dentista pelo menos uma vez por ano. É a melhor forma de cuidar da saúde oral e de fazer com que eles envelheçam com todos os dentes na boca, já que a doença periodontal acomete 85% dos cães entre três e cinco anos de idade”, conta a especialista.

O que é a doença periodontal

De acordo com a Dra. Michele, “a doença periodontal começa pela gengivite, que ainda é reversível. Para que ela não aconteça, é preciso impedir que a placa bacteriana fique sobre os dentes. Quando não o escovamos, esta placa se calcifica, formando o tártaro. A doença pode evoluir para as estruturas que seguram o dente (periodontite) e causar a perda total do mesmo. Até isso acontecer, o cão terá dor e infecção grave na boca”, alerta.

Você pode comprar um caminhão de artigos no pet shop que prometem cuidar da saúde bucal, porém, eles não são a única solução. “Ossinhos e palitinhos podem ajudar a ‘limpar’ os dentes, mas não substituem a escovação”, frisa a especialista.

Principais sinais dos problemas odontológicos

“O principal sinal de que algo não vai bem é o mau cheiro na boca, chamado de halitose ─ ou o famoso bafo. Um cão que tem a boca saudável não tem hálito ruim. Outros sinais são dificuldade para comer a ração seca ou roer os ossinhos, preferência por alimento mais pastoso, diminuição da ingestão de comida e emagrecimento”, descreve a médica veterinária.

Às vezes, o proprietário percebe que quando o cão vai roer um ossinho, o mesmo fica manchado de sangue. Segundo a especialista, este já é um sinal de que o animal está com, no mínimo, gengivite.

Tratamentos

Na odontologia veterinária, são realizados quase todos os tratamentos aplicados em humanos. “Fazemos tratamento periodontal (comumente conhecido como limpeza de tártaro), tratamento de canal quando o cão apresenta um dente fraturado com exposição da polpa, tratamento ortodôntico, próteses, implantes, cirurgias maiores, como colocação de placas em fraturas de mandíbula ou maxila, e remoção de tumores benignos e malignos”, esclarece Dra. Michele.

Apesar dos procedimentos serem realizados sob anestesia geral e com todos os tabus que isto envolve, os tratamentos também são indicados para cães idosos, caso necessário. “Indicamos anestesia inalatória com monitorização, que é muito segura. Em nossa rotina, não é raro anestesiarmos pacientes com 18, 20 ou 22 anos de idade”, conta a especialista.

Dra. Michele pondera que “a idade é um item importante para ser avaliado pelo anestesista, mas sempre associada a diversos parâmetros que são obtidos por meio de exames que fazemos antes de cada anestesia, sejam animais jovens ou idosos. O tratamento odontológico traz qualidade de vida ao paciente e é nossa obrigação, como médicos, proporcionar isso da forma mais segura a todos eles”, finaliza.

E aí, seu cãozinho já fez uma visita ao dentista este ano?

 

 

Por: Paula Soncela
Nenhum Comentário

Sorry, the comment form is closed at this time.