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O que a preferência entre cães e gatos pode dizer sobre seus tutores?

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06 dez O que a preferência entre cães e gatos pode dizer sobre seus tutores?

No Brasil, 65 milhões de domicílios possuem pelo menos um pet, segundo os dados de 2016 do IBOPE Inteligência. Entre os entrevistados, 44% responderam que consideram o seu cão como filho, enquanto 45% falaram o mesmo da relação com o seu gato. Mas se o afeto é tão parecido, será que existem diferenças de perfil entre tutores de cães e gatos?

Isso é o que várias pesquisas realizadas nos últimos anos tentaram descobrir. Uma delas, intitulada “Cat People, Dog People”, analisou o perfil de 160.000 usuários do Facebook nos Estados Unidos que compartilharam fotos de gatos ou cachorros. Segundo os pesquisadores, o status de “solteiro”, por exemplo, é mais relacionado aos “gateiros” do que aos fãs de cachorros.

Outro resultado curioso do estudo mostra que aqueles que curtem cachorro tendem a ser mais sociáveis e costumam ter, em média, 26 amigos a mais do que os que preferem gatos. Por outro lado, os donos de gatos recebem mais convites para eventos do que os de cães.

Quando se trata de lazer, a pesquisa indica que os fãs de gatos costumam se interessar mais por livros, filmes de ficção científica, séries e animes. Os donos de cachorro, por sua vez, preferem atividades externas e gostam de ler histórias românticas.

A psicóloga Raísa Duquia Giumelli avalia, porém, que é preciso olhar esse tipo de pesquisa com cuidado. “É certo que o animal que escolhemos tem a ver com a nossa personalidade, com o nosso estilo de vida. Porém, eu acho perigoso tentar enquadrar os donos em perfis, pois nem sempre é de uma só maneira”, diz a autora do artigo “Convivência com animais de estimação: um estudo fenomenológico”, publicado na Revista da Abordagem Gestáltica.

“O que o cão ou o gato representa na vida dessa pessoa é o que importa. Se eu enxergo o gato como independente e me identifico, vou preferir ter um gato. Mas e se para outra pessoa o gato representa companhia, afeto? Não quer dizer que o perfil dessas duas pessoas será igual, pois suas representações de seus animais são únicas e diferentes um do outro. É a forma como nos relacionamos com cães e gatos que faz diferença”, diz psicóloga.

 

Relações de afeto

De volta ao estudo realizado com usuários do Facebook, os pesquisadores notaram que aqueles que preferem cachorros tendem a manter amizade com pessoas que também são fãs de cachorros. O mesmo acontece com quem amam gatos, que se aproximam daqueles que também curtem e compartilham imagens de felinos.

“Assim como existem tutores de gatos que tiram várias fotos, compartilham e possuem uma rede social vasta, há tutores de cães que são mais reservados e quase não tiram fotos e trocam com as pessoas. Tudo depende”, explica a psicóloga.

O que a pesquisa virtual não mostra, porém, é que, na vida real, o animal pode ser um estímulo para interações com outras pessoas, como quando o tutor sai para passear ou levar o pet ao veterinário.

Além disso, Raísa explica que a interação dos tutores com os pets costuma promover sensações de alívio, conforto, diminuição da ansiedade e auxilia a lidar com a solidão. “Esses benefícios também refletem no físico, com a diminuição da pressão, problemas no coração e auxílio no tratamento de depressão e transtornos de ansiedade”, diz.

Em crianças, afirma a psicóloga, essa relação pode fazer com que elas se tornem mais afetivas, solidárias, responsáveis e compreensíveis sobre o ciclo de vida-morte. “Em idosos, a companhia de um animal é um conforto ao passar por situações de perdas e mudanças, comuns nessa fase”, explica.

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