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Lhasa apso, um companheiro tranquilo e sempre ao seu lado

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28 mai Lhasa apso, um companheiro tranquilo e sempre ao seu lado

Por trás da aparência meiga, esse pequeno cão oriundo do Tibete é um ótimo observador, ideal para famílias e pessoas que vivem sozinhas.

De porte pequeno e pelos longos, o simpático e dócil lhasa apso é considerado hoje um animal de estimação. No entanto, esse cão de estatura robusta originado no Tibete era criado nos templos e palácios do país asiático como cão de guarda, porque é muito atento às movimentações dos arredores e propenso ao latido. Por isso, avisava logo se algo (ou alguém) parecia suspeito. “Outra característica da raça é a pelagem, que apesar de volumosa não apresenta muita queda. Os pelos longos e finos assemelham-se mais a um ‘cabelo’”, diz o médico-veterinário Carlos David Castro.

O cão é ativo com as crianças, sociável com outros animais, além de ser muito inteligente. Alguns o confundem com o shih tzu, no entanto, o lhasa é maior, com focinho mais alongado. Todavia, ambas as raças superam bem a ausência moderada do proprietário. Para quem passa a maior parte do dia fora, é uma boa opção, além de ser uma alternativa apropriada para apartamento, já que a propensão para ‘acidentes’ dentro de casa, como comer e roer objetos é menor. “É um animal com uma tolerância maior à solidão, que precisa de carinho em horários programados! Ele parece gerenciar uma agenda da presença de seus proprietários. Não é menos carente, mas administra seus momentos de isolamento”, afirma o especialista.

Um interessante relato da raça, quando ela começava a surgir no Ocidente, é o de Margaret Hayes, que escreveu na revista American Kennel Gazette, em 1933, o artigo “Four Breeds of Dogs are in Far-off Tibet” (“quatro raças de cães estão no distante Tibete”, em tradução livre).

Um dos trechos do livro é o seguinte: “todos os cães tibetanos têm algumas características em comum. Pelagem espessa, grande resistência e uma inteligência notável. Um cão comprado por um europeu e acostumando somente com a linguagem do Tibete entenderá, em apenas uma semana, o que se quer dele. Minha fêmea lhasa entendeu a cerimônia do chá no jardim no terceiro dia após sua chegada, latiu e puxou minha saia para me tirar de dentro de casa ao ver a bandeja sendo levada para o gramado. A mesma fêmea latiu por horas quando chegou em casa, à noite. Para nós, ela estranhava o local, mas na manhã seguinte vimos que bois haviam invadido o jardim e comido todas as flores. Após duas semanas, ouvimos novos latidos e corremos a tempo de impedir a segunda invasão”.

É preciso ficar atento à saúde dos olhos do bichinho. Uma particularidade dessa raça é a predisposição a patologias oftálmicas, por acúmulo de secreções e pelagem invadindo os olhos. São muito comuns conjuntivites e úlceras de córnea, alerta o veterinário. “Fora isso, os males mais comuns são as doenças eventuais de todos os outros cães, que podem ser evitadas com o protocolo de vacinas realizado nas clínicas veterinárias. Ou seja, doenças como a cinomose, hepatite, leptospirose, gripe canina, parvovirose, coronavirose, leishmaniose, entre outras”, completa ele.

Da redação
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