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Lagarto de estimação: como contornar a agressividade do pet

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19 out Lagarto de estimação: como contornar a agressividade do pet

Saber realmente o que os animais não humanos pensam, talvez nunca saibamos. Mas, pelo menos, é possível deduzir o que agrada ou o que perturba um animalzinho ao observar suas reações – inclusive no mundo silvestre dos répteis.

Por isso, sendo um tutor de réptil ou não, vale guardar as informações a seguir para entender um pouco mais sobre a vida dos lagartos domesticados, conhecer as espécies mais “amigas do homem” e aprender a respeitar as características destas belezuras ─ como não mexer com seus instintos agressivos.

“Geralmente, animais criados em cativeiro como Iguanas e Teiús, espécies nativas de nossa fauna, são animais mais dóceis, desde que sejam respeitadas as suas características. Iguanas são animais que têm hábitos solitários, não precisam de companheiros para seu bem-estar e, normalmente, só se unem na época reprodutiva”, descreve Erika Hayashi, médica veterinária especializada em animais silvestres e pets exóticos, da empresa Paraíso Silvestre, com atendimentos em domicílio na Grande São Paulo e no interior do estado.

Para criar um lagarto tranquilo, o primeiro passo é respeitar seus limites. “Nunca pegar a Iguana ou o Teiú pela cauda, pois eles podem perder parte da mesma por defesa. O animal, quando se sente ameaçado, ataca com a cauda. Para amansá-los, temos sempre que respeitar a característica da espécie, oferecendo espaço, iluminação e temperatura adequados”, ressalta Dra. Erika.

Criar uma relação amistosa com seu lagartinho pode ser mais simples do que você imagina. Segundo a especialista, você pode fortalecer o laço afetivo com seu pet se estiver ciente de algumas informações básicas, como saber que o Teiú é terrícola e gosta de ficar no solo; já a Iguana é arborícola em alguns momentos, então seria bacana colocar galhos no recinto.

“Outra dica legal é saber a alimentação de cada espécie e oferecer alimento no pote e também na boca para maior interação. O Teiú gosta de ovo, já o Dragão Barbudo adora insetos, então uma forma de interagir com eles e amansá-los é prover estes tipos de alimento. E, claro, manuseá-los no período em que estão acordados. Por exemplo, o Leopard Gecko é noturno, então, vale a pena manuseá-lo à noite para não irritá-lo”, orienta a médica veterinária. Vale ressaltar que os alimentos citados não são a única fonte para as espécies.

Dra. Erika conta que “as espécies mais dóceis são os Leopard Gecko e o Dragão Barbudo, que são exóticos e não pertencem à nossa fauna. Já um exemplar mais agressivo seria o lagarto Varanus sp que, em sua maioria, é carnívoro e também exótico”, explica.

Porém, quando falamos em animais silvestres e exóticos, temos que estar atentos à legislação brasileira referente a este tema. De acordo com a Dra. Erika, “a instrução normativa IBAMA 31/02 proíbe novos criadouros de répteis por motivo de abandono, fuga e acidentes com as pessoas. Animais exóticos também têm suas vendas proibidas pelo instituto”, alerta a especialista.

No mais, se você tiver dúvidas em relação ao seu pet lagarto, SEMPRE consulte um profissional especializado. “Répteis são mais difíceis de identificar alguma doença ou dor. Por isso, se o animal está mais quieto que o normal e com apetite reduzido, procure um médico veterinário especialista”, conclui Dra. Erika Hayashi.

 

 

Por: Paula Soncela
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