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Guia dos cães idosos: tudo o que você precisa saber para cuidar bem do seu velhinho

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12 fev Guia dos cães idosos: tudo o que você precisa saber para cuidar bem do seu velhinho

Os animais, assim como os serem humanos, também envelhecem, e por isso é importante ficar atento às mudanças no comportamento do seu cão. A partir dos oito anos de idade,vários fatores podem influenciar o bem-estar e a fisiologia do animal, como nutrição, doenças crônicas ou congênitas, atividade física e etc.A DraBianca Amorim, médica-veterinária que atua há cinco anos na área de clínica médica de cães e gatos, com enfoque em dermatologia e endocrinologia, informao que é necessário saber para cuidar da saúde do cão idoso:

Alimentação

A nutrição mais indicada para o cão idoso são rações especificas, como aquelas em que na embalagem consta a palavra “sênior”, ou que indique a idade do cão. Qualquer outro tipo de alimento deve ser recomendado pelo veterinário do seu cachorro, baseado no histórico de alergias, reações ou até mesmo os alimentos proibidos para animais.

Os cães idosos tendem a comer mais lentamente e menos vezes ao dia, preferindo dormir a realizar qualquer outra atividade e isso é completamente normal. Entretanto, sempre observe a diferença entre o que é normal para o seu animal e o que é um sinal de doença. Por exemplo, um cão que come em média três vezes por dia não diminuirá a frequência subitamente e sim, pouco a pouco. Caso ele deixe de ter apetite drasticamente, vá a um veterinário.

Há também os animais que preferem alimentos úmidos (que podem ser os sachês, patês ou ainda a própria ração umedecida com água) devido a problemas orais, como Periodontite de grau leve a crônico. O ideal é que um veterinário examine a saúde bucal do animal e indique o tipo de alimento mais adequado, bem como realize o tipo de procedimento mais apropriado (inclusão de produtos de higiene oral, realização de tartarectomia, entre outros).

Mobilidade, passeios e brincadeiras

Nos momentos de passeios e brincadeiras, sempre respeite o tempo de locomoção do cãozinho. Ele tende a realizar movimentos mais lentos, caminhar mais devagar, evitar distâncias longas e até travar no meio do caminho. É importante que, mesmo que o animal recuse ao máximo caminhar, ele consiga andar um pouco, no mínimo uma vez ao dia. As brincadeiras não precisam ser interrompidas, basta que nada seja forçado ao se perceber que o animal está cansado.

Sono

A sonolência tende a aumentar, bem como o tempo de sono. Algumas vezes será necessário acordar seu animal (calmamente) para que ele ouça o barulho da ração caindo ou sinta o cheiro da comida e então de sinal de que quer se alimentar ou não. Ele já não despertará com facilidade, não irá querer levantar para receber uma visita, ou latir para um vizinho, por exemplo.

Convivência com outros animais

Se a convivência com outros animais já existir antes da chegada da “3ª idade” isso não tende a mudar. Mas se outro animal for introduzido no ambiente e o cão já for idoso, haverá a possibilidade da rejeição por parte do cão mais velhinho (seja ignorando completamente o novo animal, rosnando ou até mesmo tentando atacar).

Visitas ao veterinário

A frequência de visitas ao veterinário de um animal idoso deverá ser a cada seis meses, dependendo do estado geral do cão. Para os que têm enfermidades prévias (patologias congênitas) ou que adoeceram já durante o período senil, o intervalo de consultas varia de acordo com cada doença.

Rotina

Não deve ser alterada, exceto o aumento de número de passeios, caso seu animal seja aquele que só faz as necessidades fisiológicas na rua, uma vez que a frequência, principalmente de urina, aumenta com o passar da idade (geralmente aumenta o número de vezes e diminui a quantidade de urina).

Doenças comuns

As patologias cardiorrespiratórias, renais e articulares são as doenças mais comuns em cães, principalmente aqueles com mais de 10 anos de idade. Lembrando que quaisquer doenças, mesmo sendo mais comuns em idade avançada, podem acometer animais mais jovens. Há também a síndrome da Disfunção Cognitiva (Alzheimer Canino), onde grande parte dos sintomas é comportamental, como, olhar e/ou latir “pro nada”, fixar o olhar na parede e olhar para a comida e levar um tempo para entender que precisa comê-la.

 

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