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Elza, a cadelinha “cão”rredora do Rio de Janeiro

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16 abr Elza, a cadelinha “cão”rredora do Rio de Janeiro

Às vezes, parece que o destino dá uma mãozinha. Ou uma pata. Talvez você não tenha entrado ainda no perfil da Elza Cãorredora (@elza_caorredora) no Instagram. Mas vale a pena. Além de muito simpática, a cadelinha é fissurada em corrida. E encontrou no seu tutor um ótimo companheiro para essa atividade.

 

“O perfil começou em maio de 2018. Na verdade, no meu próprio perfil de Instagram eu já publicava como se fosse a página da Elza – conta Luis Guilherme Martins, tutor da cachorrinha e produtor de eventos esportivos – Costumeiramente, gosto de seguir perfis de cães, e como o meu já estava quase que totalmente tomado por ela, resolvi montar o Instagram da Elza. A ideia inicial era pura diversão, mas também acabamos mostrando um pouco sobre como ela saiu das ruas, e incentivar as pessoas a adotarem e possuírem consciência da posse responsável. Quando a Elza foi encontrada, ela estava dentro de uma caixa com mais três irmãozinhos. Ela foi resgatada por uma ONG, que ficou com ela por volta de um mês e meio. Estava muito machucada, com feridas, alergias. Nós a pegamos quando possuía cerca de quatro meses de vida, e fizemos tudo: vacina, vermífugo, demos banho e todo o carinho possível”.

 

No perfil da cãorredora, a diferença entre os primeiros dias na nova casa e como ela é hoje é gritante. No começo, uma cachorrinha de orelhas caídas e postura acanhada. Agora, uma cadela feliz, muito alerta e com pelo brilhante – além do charme especial, um olho de cada cor.

 

Já bem acomodada em seu novo lar, no entanto era muito agitada e ansiosa, principalmente quando tinha de ficar sozinha. “Sofá, meias, livros, pé da mesa foram algumas das vítimas da Elza. A ansiedade e a energia precisavam ser canalizadas de outra forma. Mas quando saímos com ela, ela corria muito. Chegando em casa, dormia”, lembra Luis.

 

Aí estava a chave de como solucionar o problema. “Comecei a dar uns trotezinhos com ela, mas o que ela gostava mesmo era de correr. Começou a acelerar e tomou gosto. Hoje, corremos facilmente 10 km em um final de semana. Mas, de forma geral, corremos de duas a três vezes por semana. E isso a ajuda muito a relaxar, quando chega em casa só quer comer e dormir. Além disso, agora está mais crescidinha e não destrói mais nada. No máximo, os brinquedos dela”. Ufa.

 

Recordes pessoais

 

Para a Elza, qualquer hora é hora de correr. Por isso, seu tutor precisa tomar alguns cuidados. Entre eles, a hora que eles saem para fazer os trajetos. “Acho que o máximo que fizemos de uma vez foram 12 km. Mas sempre nos períodos do dia com temperatura mais amena. Como moro no Rio de Janeiro, isso não acontece em qualquer horário. Além da temperatura em si, o asfalto pode queimar as patinhas. Então costumo correr bem cedo, ou no final da tarde”.

 

Por falar em hora de correr, certa vez Luis resolveu participar de uma corrida para cães e humanos, patrocinada por uma marca de acessórios para pets. “A gente nunca havia corrido com outros cachorros. Levamos a Elza para a Lagoa Rodrigo de Freitas. Ficamos numa boa, brincando, e depois da largada ficamos lá atrás. Mas ela é muito competitiva, então queria ultrapassar todos os corredores. Começou a puxar e cortar todos os participantes, até o primeiro colocado, que era um cão corredor patrocinado! Acontece que quem está em primeiro lugar não tem mais ninguém pra brincar, então esperou ele alcançá-la. Nos distraímos, e acabamos passando o ponto de final da corrida, levando junto mais três cães participantes. Quando percebemos já havíamos corrido cerca de 4 km, e no final, a corrida de 2 km acabou com um percurso três vezes maior!”.

 

Além da importância de cuidar e dar carinho para seu animal de estimação, para Luis manter o perfil da Elza Cãorredora é também uma forma de incentivar mais pessoas a praticar exercícios com seus cães. “Claro que devemos respeitar os limites de cada cachorro, já que muitos não aguentam uma corrida mais intensa – principalmente aqueles de focinho achatado (raças braquicefálicas), mas todos os cães podem e devem passear. Você não tem que limitar a diversão ao espaço da sua casa. Muitas vezes o cão é espelho do humano”.

 

 

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