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Dossiê completo da Jiboia de estimação

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29 jan Dossiê completo da Jiboia de estimação

Eles podem até não agradar a todos, mas os répteis exercem fascínio sobre a humanidade desde os primórdios da História. Por trás do conto bíblico sobre a serpente que tentou Eva a aceitar o fruto proibido e da história de Cleópatra, a rainha do Egito, morta por uma cobra, existe um animal com famas distintas. Enquanto é visto no ocidente como um ser aterrorizante, no oriente, a figura é outra. Na China, por exemplo, a serpente é tida como emissária de prosperidade e guardiã das riquezas. Além disso, o mundo é fascinado por histórias de encantadores de serpentes e curandeiros que utilizavam estes répteis para fins medicinais.

Hoje, a criação de répteis como pets vem crescendo de forma vertiginosa. Considerada a terceira maior indústria pet dos Estados Unidos e da Europa, a tendência ainda é recente – porém, crescente – no Brasil. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o País possui 2,21 milhões de pequenos animais domésticos, como repteis e mamíferos.

Entre os répteis de estimação mais queridos, está a Jiboia (Boa constrictor). Não peçonhenta, possui duas subespécies no Brasil: Boa constrictor amarali, que vive apenas no Cerrado, e Boa constrictor constrictor, que habita a Amazônia, a Caatinga, a Restinga e a Mata Atlântica. Enquanto a B.c.amarali tem até 2,4 metros de comprimento e coloração predominante cinza ou marrom, a B.c.constrictor tem coloração mais variada e atinge até quatro metros.

A jiboia se alimenta, predominantemente, de aves e pequenos mamíferos, como roedores. Animal vivíparo, esta serpente pode ter ninhadas de até 65 filhotes e tem expectativa de vida em torno de 25 e 30 anos.

Cativado pelas serpentes? Saiba, a seguir, o que precisa antes de ter uma jiboia como novo membro da família.

Por que ter uma Jiboia de estimação?

Apesar da interação de uma serpente com o dono ser bem menor do que no caso de mamíferos e aves, as jiboias não demandam tanta manutenção. Uma serpente adulta pode chegar a comer apenas uma vez por mês. E não se engane: elas podem reconhecer seu proprietário por meio do cheiro e de seus movimentos característicos.

E se ela me morder?

Segundo especialistas, a maioria das mordidas ocorre por erro ao manejar o animal, especialmente durante a alimentação do pet. Isso porque, na ocasião, seu olfato é estimulado e a jiboia fica extremamente atenta, podendo dar o bote ao mínimo movimento. Como ela não é peçonhenta, não haverá perigo para o dono. Se o dente da serpente quebrar ao morder, basta retirá-los da pele com uma pinça e higienizar bem o local. Não se assuste: por serem superficiais, os dentes da jiboia se quebram com facilidade.

A lei permite jiboias de estimação?

Sim, desde que a serpente tenha sido comprada de um criadouro legalizado. Por isso, é importante também trazer a nota fiscal da compra sempre que precisar transportar sua jiboia.

Como é o ambiente adequado à jiboia de estimação?

O espaço onde a jiboia de estimação habita é chamado de recinto, que pode ser fechado (terrário) ou aberto (sujeito às variações do clima). Este espaço deve ser confeccionado com materiais de fácil higienização. As melhores opções são vidro, MDF e plástico. O terrário também deve possuir uma banheira de água com tamanho suficiente para que o animal caiba inteiro dentro dela.

Abaixo, confira os tamanhos adequados para recintos de acordo com o cumprimento da serpente:

  • jiboia com 40 a 100 cm: recinto de 70 x 40 x 40 cm (cumprimento x largura x altura);
  • jiboia com 100 a 200 cm: recinto de 120 x 60 x 50 cm;
  • jiboia com mais de 200 cm: 150 x 60 x 50 cm.

Répteis são animais ectotérmicos, portanto, a temperatura da casa deve ser adequada para recebê-los. O ideal é providenciar um “gradiente” de temperatura no ambiente, para que a jiboia possa procurar o espaço que lhe é mais conveniente naquele momento. Como proporcionar isso? Existem no mercado equipamentos próprios para o aquecimento de recintos de répteis. Também é indispensável ter um termômetro no local! A temperatura deve variar entre 25º e 32ºC, sendo mais frio durante a noite e mais quente durante o dia.

Outro ponto de preocupação é a umidade do ar, que deve se situar entre 35 e 60%. Atenção: ambientes muito secos podem levar à desidratação e locais muito úmidos podem favorecer o surgimento de fungos e bactérias no terrário, o que pode causar doenças na jiboia. Quer uma dica? Mantenha um vasilhame de água no terrário ou borrife água com um pulverizador de plantas no local sempre que necessário.

A ventilação do local também deve ser controlada para promover a boa circulação do ar, mas sem desidratar, causar desconforto ou perda de calor no animal.

Vale destacar que é importante distinguir também o dia da noite para o animal. Ou seja, nada de luz acesa o tempo todo! Durante o dia, as jiboias precisam de um abrigo para evitar a luz sempre que desejarem. O abrigo pode ser um vaso de cerâmica emborcado com uma abertura na lateral, ou mesmo vasos ou bacias de plástico.

Como sei que minha jiboia está passando por troca de pele?

Quando vai trocar de pele, a serpente começa a ficar esbranquiçada e fica com olhos opacos. A cor esbranquiçada é consequência do líquido que conclui a formação da pele nova e desprende a velha. Especialistas recomendam não manusear a jiboia durante este período para evitar que a pele rasgue.

A troca de pele de uma serpente pode dizer muito sobre a saúde do animal. Em primeiro lugar, a pele deve sair integralmente. Caso saia em pedaços, pode ser um indicativo de problemas, como ectoparasitos, desidratação, manejo inadequado ou patologias diversas.

Curiosidades

  •  O maior registro de longividade é de uma jiboia do Philadelphia Zoological Gardens, que viveu 40 anos, três meses e 14 dias.
  • Serpentes domésticas tendem a ficar obesas, já que gastam pouca energia. Portanto, não é recomendado superalimentá-la para que cresça rápido. O sobrepeso pode comprometer funções dos órgãos do animal e até levá-lo a morte.
  • Durante o período de troca de pele, não é preciso alimentar a jiboia. Inclusive, é provável que o animal recuse a alimentação.
  • Depois que a jiboia se alimentou, é preciso ficar sem manuseá-la por, pelo menos, cinco dias.

 

 

Por: Marina Maciel
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