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Doença óssea metabólica – fique atento para cuidar bem do seu réptil

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17 abr Doença óssea metabólica – fique atento para cuidar bem do seu réptil

Se você tem répteis de estimação em casa, talvez já tenha ouvido falar na doença óssea metabólica, ou hiperparatireoidismo nutricional secundário, caracterizado pela deficiência de cálcio no organismo dos animais.

Essa deficiência força o corpo a “roubar” o cálcio dos ossos, aumentando a chance de fraturas ou quadros como a “mandíbula de borracha”, no qual essa parte do corpo torna-se flexível. “Nas iguanas, o principal sintoma é justamente a mandíbula de borracha e as ‘coxas grossas’, explica a médica-veterinária Erica Couto, da Clínica Tukan. Entre outros males que a deficiência de cálcio pode causar nos répteis estão ainda a retenção dos ovos no organismo das fêmeas.

Erica explica que esse tipo de doença pode vir de duas frentes diversas. “Pode haver deficiência na alimentação do animal. Para citar exemplos, tigres d’água não podem se alimentar somente de gammarus [espécie de pequeno camarão comercializado seco, em forma de ração]. Um jabuti não pode ser alimentado somente com mamão, alface e tomate. Se você possui uma serpente, não pode oferecer a ela somente neonatos, já que há um desequilíbrio de cálcio e fosforo que poderá desencadear alterações metabólicas “. Outro fator é a falta de radiação solar. “É essa luz do sol que proporciona metabolização de vitamina D no organismo.”

“No caso de pecilotérmicos [animais de sangue “frio”] – prossegue Erica – as pessoas esquecem de que existe necessidade de algum contato com a luz solar, ou a utilização de lâmpadas UVA ou UVB no terrário e/ou aquaterrário. E, mesmo assim, ao utilizar esse tipo de acessório nos terrários, é importante atentar para a vida útil das lâmpadas, discriminada na embalagem do fabricante. “Todo animal precisa de alguma exposição ao sol, mesmo aqueles com hábitos crepusculares”, explica.

Para a médica-veterinária especializada em animais silvestres e exóticos, uma das causas para os problemas encontrados é, justamente, o que a cultura popular em torno de cada animal direciona o tutor a fazer na hora do cuidado. “Um dos casos que mais vejo aqui na clínica é justamente com saguis (primatas). Pela ideia de que macaco só come banana, muitos sofrem desse tipo de doença, já que precisam de uma dieta mais balanceada. Em segundo lugar vêm os testudines como jabutis, tigre d´agua e cágados e, em terceiro, as iguanas.”

Caso algum dos sintomas que mencionamos acima seja apresentado, leve seu animalzinho a um veterinário especializado em animais silvestres, que poderá investigar o caso através de exame de raio x, prescrever a medicação e indicar a melhor dieta para seu réptil.

Da Redação
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