Dicas e cuidados com o aquário no verão

O calor do verão exige atenção até com os nossos amigos que vivem em ambientes supostamente mais amenos, como os peixes. Quem tem um aquário deve tomar alguns cuidados especiais nesta época do ano.

A principal precaução, naturalmente, é com a temperatura da água, que pode aquecer rapidamente nos dias mais quentes. O valor adequado depende das espécies que povoam o aquário. Contudo, Caio Catalani, médico veterinário e diretor do Allergen (Instituto Veterinário de Alergia), de Santos (SP), afirma que, em geral, a temperatura ideal varia de 23ºC a 27ºC.

“Existem espécies que se adaptam melhor a temperaturas mais baixas, a exemplo das carpas, enquanto outras necessitam de temperaturas mais elevadas, especialmente os peixes tropicais, que são a maioria dos animais criados em aquários domésticos”, explica o especialista.

Catalani acrescenta que a temperatura nunca deve ficar acima de 32°C, uma vez que este é um valor crítico e, quando é ultrapassado, pode reduzir a disponibilidade de oxigênio dissolvido na água, sufocando e levando os peixes à morte.

“Tão importante quanto não ultrapassar esse limite é evitar uma variação muito brusca ou ampla da temperatura, pois isso causa estresse aos peixes e compromete a resposta imunológica, expondo-os a risco de doenças, que podem ser fatais”, completa o médico veterinário.

Mas como a condição térmica do aquário interfere na saúde dos pets aquáticos? É que, quando está frio, o metabolismo dos peixes fica mais lento e a defesa contra fatores externos é prejudicada. Por outro lado, no calor, o metabolismo fica acelerado, causando um descontrole hormonal.

Como ajustar a temperatura

Atualmente, existem aparatos que controlam e mantêm a temperatura da água dentro da faixa adequada. Os termostatos, que aquecem o ambiente, são acessíveis, porém, os equipamentos para resfriamento são mais difíceis de encontrar e podem ser pouco eficientes.

“Para resfriar aquários existem dois equipamentos mais comumente usados, o chiller e as ventoinhas. O primeiro é um equipamento relativamente caro, porém altamente eficiente. Já as ventoinhas são menos eficientes, pois seu funcionamento depende da temperatura no ambiente, e reduzem em média cerca de apenas 3°C”, detalha Catalani.

Entretanto, o aquarista que não tem estes equipamentos pode adotar outros cuidados para evitar o aumento da temperatura da água, tais como reduzir a incidência de luz solar direta e optar por um sistema de iluminação com lâmpadas frias.

Cuidado com a proliferação de microrganismos

Conforme o calor aumenta, também aumenta a proliferação de algas e microrganismos. Uma das medidas para minimizar esse problema, é, novamente, evitar a incidência de luz solar direta no aquário.

Para o controle das algas, também é possível utilizar alguns predadores naturais, como peixes e moluscos comedores de algas, ou produtos algicidas disponíveis no mercado.

Justamente por causa da maior quantidade desses organismos, pode ser necessário aumentar a frequência de limpeza do aquário, ou seja, incluir mais trocas parciais de água na rotina, visando controlar estas populações.

“Com o aumento das bactérias no aquário, haverá um aumento do consumo de oxigênio causando a morte de outros organismos e produzindo mais matéria orgânica em decomposição Isso torna a água mais tóxica podendo levar a uma reação em cadeia irreversível, chamada de síndrome do aquário tóxico”, explica Catalani.

 

 

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