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Conheça alguns dos mitos em relação a serpentes e procure evitá-los

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21 jun Conheça alguns dos mitos em relação a serpentes e procure evitá-los

Cuidar da temperatura e da umidade dos terrários são medidas constantes que precisam ser tomadas e que derrubam o mito do animal de “sangue frio”

Conhecer alguns hábitos de serpentes que podem se tornar animais de estimação é importante para quem está pensando em adotar uma. A principal razão é se preparar para tomar os devidos cuidados, preservando o bem-estar do pet exótico. Em primeiro lugar, não se deve ter em casa espécies venenosas, e mesmo as que podem ser criadas em cativeiro precisam de uma autorização especial do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

É preciso desmistificar algumas “lendas” sobre serpentes, como aquela de ter “sangue frio”. De acordo com o médico-veterinário Rodrigo Ferreira, da ExotiCare, clínica especializada em animais silvestres e exóticos, por serem animais ectotérmicos, popularmente chamados de “animais de sangue frio”, elas dependem de uma fonte de aquecimento em seu terrário (espaço adaptado para a criação do animal) para que seu metabolismo funcione da melhor maneira possível. “Além de aquecimento, a umidade também deve ser respeitada de acordo com cada espécie. Sem esses fatores, o animal tende a desenvolver doenças”, recomenda Ferreira.

Outro mito é a visão de águia que as serpentes possuem. A ideia de que elas seriam capazes de enxergar melhor para atingir suas presas não faz parte da realidade. O médico-veterinário esclarece que a maioria delas não tem a visão muito aguçada, sendo seu principal sentido, o olfato. Segundo ele, elas utilizam a língua para capturar partículas de cheiro do ar e a introduzem em um receptor localizado no céu da boca, que processa esses sinais químicos captados. Isso permite ao animal seguir o rastro de sua presa, mesmo se estivesse de olhos vendados.

Outro senso-comum relativo aos bichinhos rastejantes em cativeiros é o de que só podem se alimentar de presas vivas. Ferreia afirma que muitas serpentes são habituadas a se alimentar de presas abatidas. “Nutricionalmente, é a mesma coisa, mas temos a vantagem de evitar que ocorram acidentes, como mordidas, durante o ato de predação”.

Sendo assim, sabendo que as serpentes transformadas em bichinhos de estimação exigem cuidados como todo pet, todo proprietário deve procurar conhecê-las melhor. Para o bem do animal e para o próprio bem.

Da Redação
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