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Comportamentos de caça devem ser estimulados nos gatos?

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06 set Comportamentos de caça devem ser estimulados nos gatos?

Quem tem um gato já deve ter percebido que eles mudam de postura quando percebem um inseto ou uma ave por perto: abaixam e ficam mais concentrados para, se possível, dar um bote certeiro. Na ausência de presas (verdadeiras ou de brincadeira), por outro lado, podem não conseguir inibe inibir esse comportamento e as pernas de alguém da família se tornam o alvo ou a diversão predileta do seu animalzinho.

Mas será que devemos estimular esse instinto de caça nos gatos? Para Cássia Cassia Rabelo, franqueada e adestradora da Cão Cidadão, a resposta é sim. “As brincadeiras servem justamente como uma maneira de treinar as estratégias de caça. Trata-se de um comportamento instintivo, que não deve ser coibido, mas estimulado e direcionado”, explica.

Desse modo, também não se espante nem entenda como um presente caso seu gato traga a presa morta para a casa. “Possivelmente, a explicação mais provável é que eles agem assim como seus parentes selvagens, que muitas vezes levam a caça para ser consumida em seu local de descanso. Ou, em caso de fêmeas, levam a presa morta para ser consumida também pelos filhotes”, explica Rabelo.

A adestradora diz que esse instinto de caça é característica tanto de gatos felinos selvagens como dos domésticos, mas a intensidade pode variar de acordo com a idade e o temperamento do animal. “Por exemplo, gatos mais jovens, com um nível de energia maior, ou raças mais ativas (como Siamês ou Bengal) tendem a apresentar esses comportamentos de forma mais pronunciada. Raças mais tranquilas (como Persa ou Ragdoll) ou gatos com menor nível de energia e mais velhos, tendem a apresentar menos demonstrações desses comportamentos mais ativos”, diz.

Por isso, ela recomenda que o tutor tire um tempinho por dia para sessões de brincadeiras que estimulem o gato, de preferência com objetos que se movem ou “voam”, como ponteiras de laser, bolinhas de papel “recheadas” com petiscos, bolinhas leves jogadas de forma rasteira e varinhas com penas na ponta (que simulam aves voando baixo).

“Um dos pilares para garantia do bem-estar dos animais domésticos é conhecer e entender quais são seus comportamentos naturais e estimulá-los de forma saudável no ambiente em que vivem”, explica.

Segundo a adestradora, essas brincadeiras são a medida ideal para manter os gatos ativos e com seu instinto natural aguçado, sem incomodar as pessoas. “É interessante que algumas vezes a brincadeira termine com o oferecimento de alimento, para que o ritual da caça seja consumado: avistar, se concentrar na caça, perseguir e se alimentar ao final”, diz Rabelo.

Da Redação
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