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Como alimentar seu peixe corretamente

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16 abr Como alimentar seu peixe corretamente

Um importante recado para quem tem ou gostaria de ter um aquário em casa: a alimentação dos peixinhos é um aspecto muito importante para sua saúde, e deve ser pensada cuidadosamente.

Antes de comprar um peixe novo para o aquário, uma pesquisa é essencial para saber mais sobre a espécie que está adquirindo. Primeiramente, o dono deve checar se o peixe é carnívoro, herbívoro ou onívoro. A porcentagem exata de proteína que ele necessita em sua dieta também pode ser um dado interessante. Algumas espécies exóticas precisam de dietas especiais, mas a maioria dos peixes pode ser alimentada com as rações à venda em lojas especializadas.

Após a pesquisa, e já com o peixinho em seu aquário, começa o processo da alimentação em si. A maneira mais indicada de alimentá-lo é dar uma quantidade de comida que ele consiga comer entre três e cinco minutos. Esta quantidade é o padrão que deve ser utilizado como base na alimentação cotidiana. Se quiser alimentar seu peixinho diversas vezes ao dia, o dono vai pegar esta mesma quantidade e fracionar, seguindo as exigências da espécie.

A médica-veterinária Bruna Tiemy Miagawa detalha um pouco algumas diferenças entre tipos diferentes de peixe. “Em geral, podemos dizer que, no caso dos herbívoros, eles costumam ter um intestino grande e um estômago pequeno, então não comem muito de uma só vez. Precisam comer pouco, com uma frequência maior. O ideal, então, é alimentá-los diversas vezes ao dia, ou ter plantas naturais no aquário para que ele possa beliscar.”

No caso dos peixes carnívoros, acontece o contrário. “Eles têm um estômago maior e mais desenvolvido. O peixe come uma maior quantidade e fica mais tempo se sentindo saciado, pois a comida demorará mais para ser digerida. Portanto, é possível colocar a alimentação para ele somente uma vez por dia.”

Já os filhotes, com seu pequeno tamanho, possuem um metabolismo mais rápido do que os peixes adultos. Segundo Bruna, “é importante alimentá-los várias vezes ao dia, e com um alimento de valor nutricional bem acima do que um peixe adulto necessitaria.”

Outro ponto para se levar em consideração é o hábito da espécie. Muitos peixes têm hábitos diurnos. Ou seja, o proprietário pode dar comida a qualquer hora do dia que ele vai comer. Algumas espécies, porém, como o Catfish, possuem hábitos noturnos. O ideal é alimentá-lo à noite, quando ele vai estar mais ativo.

Não caia na tentação de dar uma quantidade maior para o seu pet, se por acaso parece que ele está “pedindo mais comida” a todo o momento. “Temos que lembrar que, na natureza, ele nunca tem comida 100% do tempo. Então, sempre que o peixe tiver comida à sua disposição, ele vai comer, mesmo sem fome, e o máximo que puder. É um comportamento ‘oportunista’ mesmo”. Esta superalimentação dos peixinhos pode ocasionar vários problemas. “Eles acabam tendo problemas similares ao sobrepeso nos humanos, como acúmulo de gordura em órgãos, atrapalhando seu funcionamento.”

Até mesmo o que o animalzinho deixa de comer e fica boiando no aquário pode piorar a vida deles no aquário. Bruna explica: “Quando você coloca muito comida no aquário, ela não é totalmente ingerida pelos peixes. O restante fica lá, decompondo-se com o tempo. Este excesso de ração, além de poder eventualmente entupir os filtros, libera muitas toxinas no aquário, maléficas ao animal. Pode facilitar também o desenvolvimento de bactérias, por conta da presença de substâncias orgânicas, e que deixam o animal doente”. Por isso, o que não for ingerido pelo peixe, deve ser retirado do aquário pelo dono.

Os animais que comem pouco também sofrem graves consequências. Um peixe adulto pode ficar alguns poucos dias sem comer. Mas, se período sem alimentação se estender muito, começam os sintomas. O peixinho ficará deprimido, e com um sistema imunológico mais suscetível a pegar doenças. “Pode ocorrer também o que chamamos de colabamento do intestino. Como a comida não passa nele, e este órgão já é naturalmente fino, ele se fecha. O peixe come, e a comida não passa lá. O animal acaba morrendo de inanição e anorexia, não porque ele não come. Mas porque não é capaz de levar os nutrientes adiante no seu organismo”, conclui.

Da Redação
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