Castramóvel de Itaquaquecetuba já atendeu gratuitamente mais de 14 mil cães e gatos

Um criativo programa de castração animal em Itaquaquecetuba (SP) está ajudando a cidade a controlar de forma eficaz a população de cães e gatos, abandonados ou domésticos, de forma prática e gratuita. O Castramóvel, ônibus adaptado para a castração e atendimento dos animais, já atendeu mais de 14 mil cães e gatos no município.

O idealizador do programa é o médico veterinário, ativista da causa animal e vereador Edson Rodrigues, 36 anos, que colocou a ideia em prática a partir de 2017 ao lado da ONG Gaari (Grupo de Apoio aos Animais de Rua de Itaquaquecetuba). Com a ajuda de empresários e de parte do salário de vereador, Rodrigues comprou um ônibus usado, que foi adaptado aos poucos ao longo de 2018 e ficou pronto em 2019.

“O programa permitiu à cidade reduzir o abandono e a transmissão de doenças, tanto de um animal para outro quanto de animais para pessoas”, afirma Rodrigues. “A castração é de suma importância para controlar a natalidade dos animais, prevenir doenças (como tumores cancerígenos) e administrar a saúde pública com menor custo e maior eficiência.”

Como funciona

O veículo percorre semanalmente bairros da cidade em mutirão com médicos e estudantes veterinários da Gaari. São dois dias de atendimento por semana, um para gatos, outro para cães, totalizando cerca de 250 castrações no total. O mutirão já atendeu, também, outras cidades da região do Alto Tietê.

As visitas são definidas com base em classificação regional de acordo com critérios epidemiológicos, demográficos e sociais, com priorização da população com menos acesso a serviços médicos veterinários.

Além de prevenir doenças, a castração deixa o animal menos agressivo, reduz xixis e acaba com o cio das cadelas, incluindo sangramentos. O procedimento é simples e seguro: não exige internação e a recuperação ocorre em cerca de uma semana. “O único cuidado a ser tomado é para que o animal não arranque os pontos da cirurgia, já que eles coçam durante a cicatrização”, explica Rodrigues (Facebook: www.facebook.com/DrEdsondaPaiol).

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