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Artrose em gatos é mais comum do que você imagina; conheça sintomas e tramento

25_Ago

04 ago Artrose em gatos é mais comum do que você imagina; conheça sintomas e tramento

A artrite/artrose felina, também conhecida como doença articular degenerativa, é um processo de desgaste da cartilagem que amortece as articulações, resultando em um quadro inflamatório com danos contínuos tanto à própria cartilagem quanto às estruturas ao redor dela. Por isso, ao final, temos um quadro que leva o animal a sentir dor e desconforto.

 

O problema foi descoberto recentemente e tem sido diagnosticado com bastante frequência. Estudos apontam que até 90% dos gatos com mais de 12 anos apresentam uma ou mais articulações afetadas.

 

Segundo a médica veterinária especializada em gatos Vanessa Zimbres, o desafio do diagnóstico se deve ao fato de as alterações radiográficas não serem tão evidentes. “Além do mais, o gato esconde sinais de dor e desconforto, dificultando a percepção do clínico geral, não especialista em felinos”, diz. “Gatos são animais ativos e mesmo mais os mais velhos não devem deixar de se movimentarem”.

 

Outros sinais incluem:

 

  • Relutação em pular, tanto para subir como para descer de móveis
  • Dificuldade em usar escadas ou no uso da caixa de areia – alguns deixam de usá-la
  • Mais horas de sono e menos tempo de exercício
  • Higienização insuficiente
  • Lambedura excessiva nas extremidades articulares
  • Pelo feio ou com nós
  • Comportamento irritadiço

 

Como prevenir e tratar

 

De longe, a obesidade é um dos fatores que mais contribuem para o desgaste precoce articular. Daí que evitar o excesso de peso é crucial, a partir de exercícios físicos constantes, com um ambiente enriquecido para gatos, e boa nutrição.

 

Uma vez desgastada, vale ressaltar, a cartilagem articular não se regenera. O tratamento, portanto, consiste manter ao máximo a articulação nutrida e preservá-la para evitar um desgaste maior.

 

“Para isso, além do controle do peso, o controle da inflamação, e consequentemente da dor, é fundamental. Pode-se também fazer o uso de nutracêuticos, como glicosaminoglicanos e anti-inflamatórios, mas esses últimos só com a prescrição e acompanhamento do medico veterinário”, afirma Vanessa.

 

O alerta é importante, pois gatos são mais sensíveis a esse grupo de fármacos. Sem ajustes na dosagem, exames de sangue e avaliação periódica, principalmente quanto à boa hidratação, o uso de anti-inflamatórios pode provocar sérias consequências à saúde renal do animal.

 

Por fim, lembre-se que o ambiente deve ser adaptado ao gato que tem a mobilidade reduzida de modo a facilitar o seu acesso aos recursos necessários como a área de alimentação, área de descanso e área de higiene.

 

Raças mais afetadas

 

De acordo com Vanessa, as raças grandes apresentam uma predisposição genética maior a terem displasias coxofemorais. Exemplos são os maine coons e ragdolls, mas siameses e persas também são acometidos, além dos gatos scottish fold – pouco comuns no Brasil -, que costumam sofrer de uma doença genética chamada osteocondrodisplasia.

 

“Todo gato, independente da raça e peso, pode desenvolver doença articular ao longo da vida, assim como ocorre com humanos pelo desgaste natural ao avançar da idade”, comenta Vanessa. “Ao primeiro sinal de que o pet está mais parado e não se movimenta como antes, procure a orientação de um especialista, pois nem sempre as alterações encontradas no exame físico ou de imagem são tão evidentes”.

 

 

 

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