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A importância das rações especiais para os cães

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16 nov A importância das rações especiais para os cães

Quando vamos às compras para nossos pets, encontramos muitos tipos de alimentação para os cães. Entre alimentos saudáveis e guloseimas, encontramos rações secas e úmidas, petiscos, receitas caseiras enlatadas e, geralmente, separadas em uma gôndola só delas, estão as rações especiais. Mas, afinal, quando devemos prover este tipo de alimentação e qual a importância dela?

Para responder estas questões, primeiro precisamos entender como funciona a dieta canina.

A dieta ideal

“A alimentação ideal dos cães deve prover quantidade adequada de nutrientes de acordo com cada fase da vida do animal, seja em crescimento, adulto ou sênior”, aponta Camila Goloni, médica veterinária, residente em nutrição e nutrição clínica para cães e gatos no Hospital Veterinário “Governador Laudo Natel” da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias – FCAV, UNESP, campus de Jaboticabal (SP).

De acordo com a médica veterinária, a dieta pode ser comercial ou caseira, desde que esta última seja completamente balanceada e indicada por um veterinário especialista em nutrição. “O valor biológico dos ingredientes deve ser alto para que o organismo aproveite o máximo dos nutrientes fornecidos, melhorando o aproveitamento do alimento e diminuindo o volume de fezes, fator que agrada o tutor do animal”, enfatiza.

Apesar da opção caseira, a ração comercial ainda é o principal alimento fornecido a cães e gatos, já que é uma alternativa de fácil armazenamento. Lembrando que um alimento comercial de boa qualidade pode ser essencial para garantir uma boa qualidade de vida ao animal.

Petisco pode?

É muito raro encontrar um cão que não role no chão e se finja de morto por um petisquinho – por isso, o item é permitido no cardápio, mas com moderação. “Os petiscos podem fazer parte da dieta de um pet saudável, mas vale lembrar que tudo em excesso pode fazer mal. Portanto, dosar a quantidade de petiscos é fundamental para manter o seu animal de companhia no peso adequado e prevenir a obesidade e suas consequências”, alerta Dra. Camila.

O ideal é que os petiscos sejam próprios para pets, ou alimentos tipo frutas, legumes e carnes cozidas, sempre em pequenas quantidades e preparadas sem tempero, visando sempre manter uma alimentação balanceada.

Para que servem as rações especiais

Rações consideradas especiais são todas aquelas desenvolvidas com o intuito de auxiliar no tratamento de alguma disfunção no organismo do seu cão. Elas podem ser light para obesidade, podem ser específicas para problemas do aparelho urinário ou digestório ou para ajudar na recuperação pós-operatória do seu pet, entre outras especificações.

“Os alimentos terapêuticos são formulados para determinada enfermidade e coadjuvantes no tratamento clínico ou cirúrgico veterinário, portanto, sua prescrição deve ser realizada por profissional especializado e indicado exclusivamente para o paciente que necessite de dieta especial”, esclarece Vivian Pedrinelli, médica veterinária, também residente da área de nutrição no Hospital Veterinário “Governador Laudo Natel”.

Antes de mais nada, as rações especiais devem ser prescritas por um veterinário especializado e a introdução desta alimentação requer alguns cuidados. “É necessário avaliar a aceitação do animal, pois ele pode não aceitar logo de início a nova dieta. Outro cuidado é com alimentos além da ração, pois eles podem influenciar e até anular o efeito da dieta terapêutica dependendo do caso. Petiscos devem ser evitados no uso de qualquer dieta terapêutica, a não ser que expressamente indicado pelo veterinário”, orienta Dra. Vivian.

A importância deste tipo de ração

A nutricionista explica que “estas alimentações possuem teores nutricionais diferenciados e, muitas delas, têm alguns ingredientes diferentes, restrição ou maior quantidade de um nutriente, dependendo do que é indicado para cada doença. Uma ração de indicação terapêutica utilizada de maneira adequada pode auxiliar no controle da doença, melhorando, assim, a qualidade de vida do animal e consequentemente sua longevidade, assim como seu uso inadequado pode levar a sérias alterações metabólicas e nutricionais”, ressalta a veterinária.

De acordo com a Dra. Vivian, “as rações terapêuticas não garantem cura de doenças, mas são parte essencial no tratamento de muitas delas. Estudos indicam, por exemplo, que gatos que possuem alteração renal crônica e comem dieta específica vivem melhor e por mais tempo do que gatos com o mesmo grau de alteração que não comeram a dieta específica”, conta.

Então, pessoal, sempre consultem um especialista para saber qual a melhor opção de alimentação para o seu pet. Lembre-se que somos o que comemos assim como nossos cães também são o que comem.

 

 

Por: Paula Soncela
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