Cães no final do ano e o medo de rojões

Festejar o natal e a passagem do ano pode ser diversão garantida para os humanos, mas para os pets, a história pode ser diferente – mas há como ajudá-los!

Da redação

 

Todo fim de ano (e finais de campeonato) é a mesma coisa: os fogos de artifício e rojões servem para extravasar a alegria dos seres humanos e o pânico dos animais de estimação. Então, como suavizar esse problema na vida do seu cão?

Basicamente, é necessário amenizar o medo oferecendo ao cão novas experiências naquele momento de estresse. “O ideal, quando o cachorro apresenta esse tipo de comportamento, é fazer o chamado contracondicionamento. É um procedimento no qual os estímulos [no caso, os fogos] que desencadeiam o medo relacionam-se a uma nova resposta, positiva”, explica a médica-veterinária Mayara Ramos da Silva, especialista em comportamento animal.

“Tente oferecer brinquedos. O melhor tipo são aqueles que comportam petiscos dentro, melhor ainda se congelados pois fica mais difícil de retirá-los, o que garante mais tempo de distração. Ou tente chamar atenção para uma brincadeira, sempre tirando o foco do barulho”.

É possível também se preparar antes das festas. Como cada animal tem sua personalidade própria, a maneira mais simples de tranquilizar o pet é deixá-lo cansado antes do evento estressante, com uma boa e longa caminhada. “Quando os fogos começam, deixá-lo latir sem dar atenção nenhuma pode fazer com que ele fique mais inseguro. Mas carinho em excesso pode acentuar o comportamento medroso, já que ele passa a receber um excesso de atenção nesse momento.

Se o cão permanecer sozinho durante as festas, mantê-lo no local que considera sua “toca”, e com uma roupa com o cheiro dos tutores também ajuda o animal a sentir-se mais calmo.

A prática de utilizar algodão no ouvido dos pets, ou protetores auriculares também podem diminuir o “susto”, mas devem ser aplicados com cautela. É importante receber a orientação de um médico-veterinário. “O medo nos cães pode ser algo muito simples de resolver, porém depende do seu grau, e do que foi feito anteriormente que pode ter piorado o comportamento do animal”, conclui Mayara.

Por isso, observar bem seu animal de estimação e conhecer seu histórico pode ser outra ferramenta para ajudá-lo.

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