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Tudo o que você precisa saber sobre o Alzheimer em cães

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20 dez Tudo o que você precisa saber sobre o Alzheimer em cães

Fofinhos e eufóricos, cachorros fazem um escândalo ao ouvir a chave entrando na porta, sinal de que o dono chegou. Pegar a coleira é motivo de festa: hora de passear. Essa conexão entre tutor e pet mostra que os bichinhos também têm rotina e se acostumam com o diaadia do companheiro.E quando o comportamento do animal começa a mudar?

Uma das causas pode ser o Alzheimer canino. Por conta dele, o animal pode apresentar sintomas comportamentais em situações corriqueiras. No entanto, a doença não deve ser interpretada como uma representação fiel à dos humanos. Por isso, é conhecida tecnicamente como Síndrome da Disfunção Cognitiva Canina (SDCC).

Como explica o médico-veterinário Jader Lúcio, as únicas semelhanças com os seres humanos são os sinais e a região do cérebro afetada. “Quanto ao processo de formação de doenças, ainda há diferenças em nível celular que não foram explicadas. Algumas substâncias presentes no cérebro de pessoasainda não foram descritas em cães. Estas pequenas diferenças não dão a legitimidade necessária para transferência de tratamento de uma forma literal”, diz.

Como identificar sintomas do Alzheimer Canino – Síndrome da Disfunção Cognitiva Canina?

Como explica o veterinário, a região atingida no cérebro e os sinais sãoparecidos com a manifestação nos humanos. Então, os sintomas são majoritariamente comportamentais. O cão começa a:

– Demonstrar esquecimento de comandos;

– Não reconhecer membros da própria família;

– Demonstrar confusão ao entrar em locais que já se acostumaram antes;

– Urinar ou defecar em locais não usuais;

– Aparentaransiedade constante diante de situações sociais normais, como o simples fato de ficarem sozinhos;

– Manifestardisfunção do ciclo sono-vigília(trocar o dia pela noite);

– Começar a ter hábitos compulsivos, como andar sem parar;

– Chorar constantemente.

Como é feito o diagnóstico?

Um dos grandes desafios do diagnóstico é não confundir a SDCC com um processo de envelhecimento normal, que também apresenta mudança e esquecimento de hábitos.“Enquanto cães velhinhos têm mudanças lentas e constantes no comportamento, o processo pode ser mais rápido com os portadores da síndrome”,explica Jader.

Além de identificar a velocidade das mudanças comportamentais, é preciso excluir problemas neurológicos, metabólicos, endócrinos e neoplásicos, que podem confundir o diagnóstico correto.

“O processo deve envolver um bom exame neurológico completo, uma longa conversa sobre o histórico e mudanças de rotina do paciente. Só depois de excluídas estas possibilidadesé possível pensar na SDCC”, afirma Jader.

Exames

Além do diagnóstico feito por exclusão e análise comportamental, existem recursos mais sofisticados que ajudam a identificar a síndrome. “Exames de imagem como a ressonância magnética auxiliam muito na identificação do Alzheimer e outras patologias que envolvem demência. Entretanto, é de difícil acesso para o universo veterinário”, explica Jader.

O veterinário diz que outra possibilidade é retirar um pedacinho da região do cérebro onde foi detectada alguma lesão e fazer biópsia. Oprocedimento é feito para detectar a doença com quase 100% de confiança. Além da biópsia, é feito oexame histopatológico, que exige alto grau de treinamento e dispositivos tecnológicos avançados, e por isso também é um exame de difícil acesso.

Como tratar?

Para o tratamento, deve haver sinergismo, ou seja, cooperação entre todos os aspectos do dia a dia do cão. A união de ações aumenta a qualidade de vida e reduz a progressão do Alzheimer canino. Em linhas gerais, as atividades são:

Atividade física:reduz o nível de substâncias nocivas e inflamatórias e aumenta o fluxo sanguíneo cerebral. Além disso, permite grande interação com o tutor e possibilidade de aprender novas interações sociais. Devem ser feitas de acordo com a tolerância física do cão.

Alimentação:precisa ser planejada por um profissional, com grandes níveis de antioxidantes. A suplementação de vegetais e frutas pode ajudar a reduzir níveis de moléculas inflamatórias. Assim, há melhora substancial do comportamento. Alguns alimentos são tóxicos para cães, então sempre consulte o médico-veterinário ou zootecnista.

Medicamentos: o tratamento se baseia no uso de antidepressivos e vasodilatadores cerebrais. Essas substâncias aumentam o fluxo cerebral, a atenção e a sensação de bem-estar.

Enriquecimento ambiental:é preciso ter a participação de todos que estão ao redor. O cachorro deve ser estimulado a caminhar em locais novos, mas com membros da família para que ele se sinta seguro. Deve experimentar novos sons e cheiros suaves, para instigar a atividade cerebral e formar novos impulsos nervosos.

Como a maioria das doenças, o diagnóstico precoce é o fator determinante para garantir um tratamento eficiente. “É primordial que haja uma forte relação entre o tutor e seu cão para que os sinais sejam reconhecidos precocemente. Assim, há possibilidade de reduzir a progressão do Alzheimer canino e melhorar a qualidade de vida com tratamento médico adequado”, conclui Jader.

 

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