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Quer investir no mercado pet? Veja dicas para empreendedores iniciantes

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30 set Quer investir no mercado pet? Veja dicas para empreendedores iniciantes

O mercado pet brasileiro já é o segundo maior do mundo, tem crescido anualmente (chegando a um faturamento de R$ 34,4 bilhões em 2018), e a previsão é de expansão para os próximos anos. Com tantos números positivos, muitos se interessam em empreender no segmento, mas resta a dúvida: como começar?
Para ajudar empreendedores em potencial a entrar no mundo dos pets, o Portal Melhores Amigos ouviu o especialista Ulysses Reis, coordenador do MBA de Varejo da FGV (Fundação Getulio Vargas).

Segundo ele, é um bom momento para começar a investir no setor. “O mercado pet está em amplo crescimento porque tem duas características muito fortes que a maioria dos mercados não tem. Primeiro, a quantidade de clientes vai aumentar, o que significa que vai ter mais gente comprando. O segundo fator é a diversificação de produtos ou serviços, ou seja, as pessoas vão consumir mais produtos e mais serviços novos em relação aos que já existem no mercado”, explica Reis.

Outro motivo é o próprio aquecimento da economia no país. “Em dezembro de 2016, o varejo caiu 6,2% em vendas. No ano seguinte, subiu 2,1% e em 2018, 2,3%, segundo o IBGE. Atualmente, vem crescendo há dois meses. A rota de crescimento é de 2,1%, aproximadamente”, aponta o especialista.

Veja abaixo as principais dicas que o especialista listou para empreendedores do setor:

Geolocalize-se

O mercado pet é muito sensível à distancia entre a casa do proprietário e a loja, explica Reis. “Em bairros com maior concentração de pets, certamente há oportunidade de abrir mais lojas. O novo empreendedor que quer abrir uma loja física tem que procurar onde há muitas pessoas com pets. Uma loja de proximidade”, afirma. “E como descobrir onde estão esses mercados? Pesquisa no Google. Há várias ferramentas de geolocalização para entender o público pet.”

Racionalize

É preciso calcular bem o mix de produtos e serviços oferecido ao mercado. “Não precisa fazer tudo para todo mundo”, resume o especialista. “É preciso respeitar as necessidades dos clientes ou da vizinhança. Talvez seja mais interessante, em determinado lugar, apenas vender alimentos e objetos para pets, sem oferecer serviços como banho e tosa. Organizar bem a variedade de opções pode ser a diferença entre lucro e prejuízo porque muitas vezes, quando há tantas opções, parte do estoque não vende.”

Pesquise tendências

É preciso levar em consideração as tendências de mercado. No setor pet, uma das mais conhecidas é a de que a população de gatos vai crescer. “Quanto mais pessoas moram sozinhas, e está aumentando a quantidade de lares de um só indivíduo, maior será a possibilidade de que tenham gatos, que são muito mais independentes do que cachorros”, exemplifica Reis.

Segundo o IPB, o segmento de Pet Food deverá se manter como grande destaque do setor neste ano, com expectativa de fechar 2019 com faturamento de R$ 16,14 bilhões (ou 44,6% sobre o total previsto, de R$ 36,2 bilhões).
A presença de pet shops de bairros também é tendência consolidada no setor. De um total de 31 mil estabelecimentos no país, mais de 25 mil (81%) são lojas de bairros.

Pense em novos mercados

Ulysses Reis aponta um movimento global do mercado que é uma boa oportunidade para os brasileiros, conhecidos por sua criatividade: a customização de produtos. “No Sul, existe uma empresa que faz cestos para cachorros de acordo com o tamanho do animal. Ela exporta para 22 países.”

A outra oportunidade reside, como já dito, na força do mercado de alimentação pet. “Por sermos um país agrícola, existem muitas frentes para exportação de alimentos, o que inclui o setor de animais de estimação”, diz Reis.

Para empresários que têm interesse no assunto, o IPB (Instituto Pet Brasil), em parceria com a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), gerencia projeto setorial para incentivar exportações de produtos brasileiros do setor pet, com foco em parceiros da América Latina. Atualmente, 75 empresas são apoiadas pelo projeto, 25 das quais são exportadoras. Somente no primeiro trimestre de 2019, a parceria gerou US$ FOB 3,22 milhões em exportações, aumento de 20,3% sobre o mesmo período do ano anterior.

Entenda a internet pet

“Lojas reais estão fechando porque estão indo para o mundo virtual, que oferece várias vantagens, mas o mundo virtual pet é diferente. A internet não é o bastante para o pet”, afirma o especialista. “Hoje compro uma roupa ou um livro pela internet para mim, mas não dá para dar banho virtual em um cachorro.” Para o especialista, isso não significa que não possam existir serviços virtuais, “mas o interessante é que, nesse setor, esses serviços são acessórios”, as lojas físicas para pets continuam sendo extremamente necessárias, o centro de gravidade do negócio pet são as lojas físicas.

Ok, quero começar, e agora?

Para abrir sua empresa, procure por orientação em sites como o do Sebrae (http://www.sebrae.com.br), que tem uma série de dicas e capacitação para novos empreendedores.

Para saber mais sobre o setor, acesse o site do IPB (http://institutopetbrasil.com/). O instituto gerencia, em parceria com a Apex-Brasil, o PDI PET (Programa de Desenvolvimento e Inovação das Empresas do Setor Pet), desenvolvido para auxiliar na competitivade de empresas brasileiras, deixando-as aptas para atender os públicos mais exigentes, seja no Brasil ou no exterior. Tem como pilares a capacitação , a reciclagem e a melhoria contínua. O programa é executado 100% a distância, em plataformas seguras e confiáveis. O IPB não cobra para oferecer o treinamento. Podem participar pet shops, indústrias, distribuidores, clínicas, hospitais veterinários, hotéis e creches pet, criadores e aquicultores, entre outros.

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