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Quais são os animais de estimação mais recomendados para idosos?

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01 out Quais são os animais de estimação mais recomendados para idosos?

Ter um animal de estimação pode trazer inúmeros benefícios para crianças, adultos e também para os idosos. Com a chegada da terceira idade, as pessoas podem começar a enfrentar algumas dificuldades como limitações na locomoção, fragilidade da saúde e solidão. Um bichinho pode tornar o dia muito mais feliz e ajudar o idoso a enfrentar esses problemas. Pensando nisso, a Dra. Rosangela Gebara, médica-veterinária e membro da Comissão Técnica de Bem-estar Animal do CRMV-SP, afirma que antes de definir quais são os melhores animais para os idosos é preciso rever qual é o estilo de vida que cada um deles leva.

 

“É necessário saber primeiramente se essa pessoa de idade é mais ativa ou sedentária. Se ela tem um ritmo de vida mais sossegado, é melhor optar por um cachorro mais velhinho, porque nessa faixa etária eles são mais tranquilos. Os gatos também podem ser uma ótima escolha, pois, como eles dormem em média 16 horas por dia, estão mais próximos do estilo de vida dos idosos menos ativos”, afirma.

 

A veterinária ressalta ainda que o cão filhote tem uma necessidade maior de passear, brincar e fazer atividades. Em alguns casos, pode não ser uma boa indicação para os idosos que têm pouca locomoção e correm maior risco de sofrerem com quedas durante as atividades. Outro cuidado importante é com o gato filhote, pois ele costuma brincar de morder e arranhar nos primeiros meses de vida, e, no geral os mais velhos têm a pele mais frágil e podem se machucar. Os animais silvestres como aves e repteis, também não são os mais recomendados, uma vez que, pode haver maior risco de transmissão de algumas doenças bacterianas.

 

Rosangela analisa que, para saber qual animal é o mais ideal para cada pessoa, é importante ir primeiro até um abrigo ou centro de adoção, conversar com os veterinários responsáveis pelo local e sentir de perto a personalidade deles antes de levá-lo para casa, pois muitas vezes é possível adotar animais que têm a mesma personalidade dos seus donos.

 

Questão de saúde

Para ela, o contato com os bichos melhora a saúde física e mental dos idosos. “Pesquisas revelam que, ao comparar pessoas mais velhas cardiopatas com animais de estimação e sem, aqueles com o pet obtiveram uma sobrevida maior, pois a convivência melhorou a pressão arterial desse grupo de pessoas. Além disso, eles tiveram menos estresse por conta dos carinhos recebidos dos animais”.

 

O contato com os animais estimula a interação social, já que o grande problema atual dos idosos é o isolamento social, pois muitos deles moram sozinhos ou seus companheiros ou companheiras já se foram. Com a presença de um pet na vida, eles vão às praças, passeiam com os animais, interagem com outros tutores. Tudo isso faz com que eles não se sintam tão solitários.

 

“Até o humor do sênior é afetado. Segundo um estudo, o contato com os animais libera Ocitocina, hormônio produzido no cérebro, que é conhecido como hormônio do amor, pois costuma ser liberado quando estamos perto de nossos parceiros. Esse hormônio domina a liberação do cortisol (hormônio do estresse) e acaba trazendo muitos benefícios para a saúde física e psicológica dos idosos” afirma Rosangela.

 

Quando o idoso se sente muito ligado a um animal, ele se estimula a viver mais. “Ter a responsabilidade de cuidar de um bicho pode ajudar na sua autoestima, e devido ao grande laço afetivo que se cria com os animais, as pessoas mais velhas tendem a melhorar até em casos de depressão”, conclui.

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