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Cachorros que perseguem a própria cauda já viraram “astros” de vídeos na internet, mas, apesar desta ser uma cena um tanto quanto engraçadinha, as razões que os levam a fazer isso podem ser inúmeras e, algumas vezes, não tão saudáveis.
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Por que alguns cães correm atrás do próprio rabo?

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12 mai Por que alguns cães correm atrás do próprio rabo?

Cachorros que perseguem a própria cauda já viraram “astros” de vídeos na internet, mas, apesar desta ser uma cena um tanto quanto engraçadinha, as razões que os levam a fazer isso podem ser inúmeras e, algumas vezes, não tão saudáveis.

“Vários motivos podem levar o cão a correr atrás do próprio rabo, como tédio e falta de atividades. Neste caso, o animal brinca com o próprio rabo que se mexe e ‘foge’ dele, o que torna a brincadeira muito divertida”, conta Ana Paula de Oliveira Ribeiro, bióloga e adestradora da equipe Cão Cidadão, que atua em Uberlândia (MG).

Claro que alguma condição física pode ser a responsável pela perseguição à própria cauda. Então, antes de tudo, faça um check-up no veterinário para averiguar se seu pet está sentindo algum desconforto na região causado por dermatite, parasitas ou outras causas médicas.

Descartadas as causas físicas, pode acontecer dos próprios tutores estimularem este comportamento sem querer. “O estímulo pode ocorrer de duas maneiras: tanto na situação em que a pessoa acha engraçado, filma e acaba dando atenção ao cão durante o ato, ou quando a pessoa detesta o comportamento e, toda vez que o cão começa a correr atrás do rabo, esbraveja para ele parar”, descreve a adestradora.

Correr atrás do rabo também pode se tornar um tipo de compulsão, que se caracteriza por um movimento repetitivo, sem motivo aparente, que pode levar o animal a se ferir.

“Se for constatado um caso de compulsão, além das medidas comportamentais, alguns cães devem fazer uso de medicamento indicado por um médico veterinário de confiança. Lembrando que quanto mais rápido iniciar o tratamento, mais rápida será a resposta de qualquer problema comportamental, inclusive nos casos de comportamento compulsório”, relata Ana Paula.

Corrigindo o comportamento

Segundo a adestradora, além da visita ao veterinário, algumas medidas comportamentais devem ser tomadas em casa. “A primeira delas é ignorar o comportamento para que, assim, o cão não seja mais recompensado e evite fazê-lo apenas para chamar a atenção”, explica.

Promover o desgaste de energia de forma saudável sempre é benéfico para os cães e ajuda bastante a evitar atitudes indesejáveis ou prejudiciais. Fazer longos passeios diários – se possível, mais de uma vez por dia – é uma excelente forma de aumentar a atividade na rotina do cão.

“Em casa, é muito importante utilizar o enriquecimento ambiental, ou seja, brinquedos interativos que liberam comida. O tutor pode colocar petiscos em uma garrafa e fazer furinhos ou espalhar petiscos pela casa e deixar o mascote caçar a comida. Ou ainda, adquirir estes acessórios em um pet shop. Desta forma, usando diariamente e modificando essas atividades, o bicho sempre terá um desafio diferente”, indica Ana Paula.

Ensinar comandos para o cão também auxilia no aumento da atividade, já que é um excelente estímulo mental. “Os comandos básicos também ajudam no dia a dia, como sentar quando chega uma visita, voltar quando é chamado, ficar esperando enquanto o proprietário abre o portão, coisas que permitem uma interação bem divertida com o animal. Desta maneira, quanto mais estímulos seu amigo canino tiver, melhor será para resolver o problema”, conclui a adestradora.

 

 

Paula Soncela
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