Portal Melhores Amigos | Poder pet: como os animais ajudam a tratar doenças humanas
Cada vez mais, que o laço que se cria entre humanos – ricos, pobres, novos, velhos, sadios ou enfermos – e os animais – cães, gatos, aves e toda a bicharada – é um autêntico exemplo do verdadeiro “amor incondicional”, capaz de vencer barreiras e até salvar vidas.
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Poder pet: como os animais ajudam a tratar doenças humanas

hamster e criança

03 jun Poder pet: como os animais ajudam a tratar doenças humanas

A relação entre humanos e animais é complexa, versátil e tão rica que não faltam assuntos para destrinchar sobre o tema. Porém, um dos aspectos mais fascinantes deste vínculo que criamos com nossos pets e outros bichos é o poder que ele tem de nos revigorar e, até mesmo, retardar a progressão de doenças que antes julgávamos intratáveis.

Os animais e seus diversos papéis na vida humana

Há milhares de anos, os animais já eram protagonistas das vidas de homens, mulheres e crianças, seja exercendo papel de exterminadores de ratos – caso dos gatos no Egito Antigo – ou na função de transportar pessoas para a expansão das sociedades e evolução da humanidade como um todo – caso dos cavalos, que já exerciam esta função quatro mil anos atrás (ou mais).

Mas a relação entre nós e os bichos vai muito além de desratizações e transportes, ela mexe com nosso organismo e é capaz de mudar prognósticos desfavoráveis e dar um reset em falhas químicas do nosso corpo, até então, irreversíveis. É aí que entram as terapias e atividades assistidas por animais.

História da TAA

Amplamente utilizada hoje em dia, a Terapia Assistida por Animais (TAA) surgiu lá no final do século XVIII, quando o inglês William Tuke começou a tratar doentes mentais com o auxílio de cavalos. A ideia era utilizar os animais para ajudar a melhorar o controle postural, a capacidade de equilíbrio e a coordenação motora de pacientes com distúrbios articulares.

No Brasil do início do século XX, a brilhante psiquiatra Nise da Silveira já tinha sacado que o sofrimento psíquico de pacientes com transtornos mentais poderia ser amenizado com a simples presença dos bichinhos. Pensando nisso, Nise criou ateliês de pintura e modelagem em que cães e gatos circulavam livremente, propiciando às pessoas que expressassem simbolicamente – por meio da arte – seus medos, angústias e anseios.

O poder animal no tratamento de doenças

Hoje em dia, a TAA é utilizada para tratar crianças, adultos, idosos, pacientes com transtornos mentais, pessoas com câncer e muitas outras enfermidades. Mas, é no mundo da molecada que a terapia com animais parece surtir um efeito mágico, digno de muitos estudos.

Segundo uma pesquisa iniciada pela Academia Americana de Pediatria, a presença de cachorros em instituições de saúde infantil ajuda a estabilizar o organismo de crianças e adolescentes hospitalizados para o tratamento contra o câncer.

Alguns resultados do estudo mostraram que os pequenos que interagiam com os animais antes de se submeterem à quimioterapia e outros procedimentos mantinham a pressão sanguínea, frequência cardíaca e níveis de ansiedade mais equilibrados em relação aos pacientes que não participavam da TAA – tudo isso sem usar um medicamento sequer específico para regular tais funções.

Os benefícios da interação com animais também já estão mais do que comprovados no caso de crianças autistas – os Transtornos do Espectro Autista (TEA) comprometem qualitativamente o desenvolvimento da criança, impactando nas relações interpessoais, linguagem, subjetividade, comunicação, aprendizado e capacidade de adaptação.

O encontro com o animal estimula a liberação de endorfina – substância responsável pelo relaxamento – no organismo da garotada. Em conjunto com a “revolução química”, o contato com os bichinhos ajuda a criança autista a estabelecer vínculos de confiança e, consequentemente, melhorar a qualidade de suas relações sociais.

Além da criançada, pessoas em situação de rua também costumam ter uma forte e benéfica conexão com seus peludos de estimação, que só o cosmos pode entender e explicar.

De acordo com pesquisadores canadenses da Faculdade Veterinária de Ontário, da Universidade de Guelph, pessoas desabrigadas que têm a companhia de seus próprios pets apresentam uma probabilidade muito menor de sofrerem com depressão e desenvolver comportamentos de risco do que aqueles sem amigos animalescos.

Casos como os citados acima e muitas outras histórias semelhantes mostram, cada vez mais, que o laço que se cria entre humanos – ricos, pobres, novos, velhos, sadios ou enfermos – e os animais – cães, gatos, aves e toda a bicharada – é um autêntico exemplo do verdadeiro “amor incondicional”, capaz de vencer barreiras e até salvar vidas.

E tem como não amar os bichos?

 

Paula Soncela

 

 

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