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Passeios e banhos de pets devem ser reduzidos devido à pandemia de coronavírus

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26 mar Passeios e banhos de pets devem ser reduzidos devido à pandemia de coronavírus

O CFMV (Conselho Federal de Medicina Veterinária) divulgou uma série de procedimentos para profissionais e tutores devido à pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Entre as recomendações estão a redução de passeios e banhos de pets, além da indicação de que pessoas infectadas com a doença não tenham contato com animais de estimação.

O Portal Melhores Amigos levantou as principais perguntas de tutores a respeito do assunto a partir de comunicado do CFMV e de dois médicos veterinários especialistas na área: Daniele Zurita Perrella, responsável pelos cães da Creche Pet Family (www.petfamilyabc.com.br), e Claudio Rossi, gerente técnico da Unidade Pet da Ceva Saúde Animal (Instagram: https://www.instagram.com/cevapetbrasil/). Veja abaixo:

 

O coronavírus é transmitido pelos animais? Devo evitar contato com os meus pets?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que, até o momento, não há evidência significativa de que animais de estimação possam ficar doentes ou transmitir o novo coronavírus (Covid-19), informa o CFMV. Mesmo assim, a recomendação é de que pessoas infectadas evitem o contato com seus cães e gatos e também façam quarentena de convivência com eles, segundo a entidade.

 

Se o animal não transmite, nem pega o Covid-19, por que não posso ficar perto do meu pet se eu estiver com o coronavírus?

Realmente, não há comprovação científica de que o animal transmita o Covid-19, mas o tutor infectado, ao espirrar ou tossir, poderá espalhar partículas com vírus na pelagem do animal. Até o momento, não há informações de que o animal em si desenvolva a doença, mas se o pelo estiver contaminado e outra pessoa o tocar, não há garantia de que não haverá transmissão. Nesse momento de incertezas, todo cuidado faz a diferença para evitar o contágio, afirma o CFMV.

“Pense bem, se uma pessoa infectada espirrar na mão, fazer carinho no cachorro e, depois outra pessoa entrar em contato com aquele cachorro, o que pode acontecer?”, pergunta a veterinária Daniele Perrella. “Bem, se essa pessoa colocar a mão na boca, olho ou nariz, há grande chance de contágio. Exatamente como pode acontecer com maçanetas e balcões. O pet não estará transmitindo Covid-19, mas sendo um meio de transmissão, carregando o vírus pelo ambiente.”

“Os indivíduos que contraíram o Covid-19 devem evitar contato com os animais domésticos, assim como fariam com outras pessoas”, explica o veterinário Claudi Rossi. “Caso não seja possível se afastar do pet, por conta do isolamento imposto pela doença, devem-se utilizar luvas e máscaras e lavar as mãos antes e depois de cuidar do animal, como forma de cuidado”, afirma Rossi.

 

O que devo fazer se o pet desenvolver uma doença sem causa determinada, após contato com uma pessoa com o Covid-19?

De acordo com o veterinário Claudio Rossi, se o pet apresentar qualquer sintoma ou alteração comportamental, o tutor deve entrar em contato imediato com um veterinário. “O veterinário irá orientar sobre a necessidade de levar o animal a uma clínica e, caso o procedimento seja necessário, o profissional poderá preparar uma área de isolamento para receber o pet no espaço.”

 

Posso continuar passeando e dando banho no meu cachorro?

Sim, mas a recomendação é que ambos devem ser reduzidos. Passeios devem ser feitos em pequenas distâncias, apenas para atender às necessidades fisiológicas dos animais, também evitando concentrações em parques e praças. Tutores devem diminuir a frequência de banhos e tosas, preferencialmente realizando a higiene dos pets no próprio domicílio, diz o CFMV.

 

As consultas veterinárias vão continuar?

Sim, com atendimento preferencialmente agendado, com a presença de apenas um responsável (tutor), para evitar a concentração excessiva de humanos nos ambientes de espera. Tutores devem ser desestimulados a visitar animais internados, com mais acesso a boletins médicos.

 

Pet shops vão fechar?

De acordo com o CFMV, os pet shops são muito importantes na nutrição dos animais, devendo manter estoque normal dos alimentos, evitando deslocamentos incertos dos tutores à procura da ração ideal para seu animal. Apesar disso, cada cidade poderá estabelecer normas de fechamento temporário ou não do comércio.

 

Existe um coronavírus que atinge o cachorro?

Sim, existe o coronavírus canino, que atinge o trato gastrointestinal de cães, podendo desencadear um processo de diarreia e vômito. Mas o homem é resistente a esse vírus, que não tem nada a ver com o Covid-19, o qual ataca as vias respiratórias, informa o CFMV. As vacinas V-8 e V-10 imunizam o cachorro contra o corononavírus canino. Essas vacinas não podem ser aplicadas em humanos e não são eficazes contra o Covid-19.

 

Existe um coronavírus que atinge gatos?

Sim. De acordo com Daniele Perrella, os felinos também têm seu coronavírus próprio (FCoV), que pode causar a Peritonite Infecciosa Felina, a PIF. A doença é encontrada em praticamente todo o mundo e, infelizmente, até o momento, não existem vacinas para prevenir o FCoV. “Em resumo, nos pets o sistema gastrointestinal é acometido, o que é muito semelhante à parvovirose, causando sintomas completamente distintos dos coronavírus humanos”, reforça a especialista.

 

O médico veterinário pode fazer atendimento a distância?

Não. Segundo o CFMV, o atendimento a distância continua proibido, conforme determina o Código de Ética do Médico-Veterinário. A consulta clínica deve ser presencial, seja no consultório ou em domicílio, mas sempre que possível, de forma restrita, individualizada, reduzindo aglomerações.

 

 

 

 

 

 

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