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Os cães sentem culpa?

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01 nov Os cães sentem culpa?

Quando a internet descobriu o vídeo de Denver, o cão Labrador amarelo que aparece nas imagens dando um sorriso sem graça quando seu tutor o “acusa” de ter detonado o saco de petisquinhos do gato, todos fomos ao delírio e assim começou a febre dos “guilty dogs” – ou “cães culpados”, em tradução livre.

Mas, apesar da linguagem corporal de alguns cães demonstrar indícios de culpabilidade na hora da bronca, será que eles sentem culpa mesmo?

“Não, eles não sentem culpa. Cães fazem associações positivas quando é algo bom pra eles, ou negativas quando não é uma coisa legal”, revela Joilva Duarte, adestradora da equipe Cão Cidadão, empresa especializada no adestramento em domicílio e em consultas de comportamento animal, que atua em diversas regiões do Brasil.

Joilva explica que devemos compreender que, além de não sentirem culpa, os cãezinhos também não são capazes de identificar qual foi o motivo da bronca se ela não acontecer na hora exata do evento. “Por exemplo, se você chegar em casa e sua almofada estiver destruída, não adianta chamar seu pet, mostrar e dizer que não pode, que é feio, pois depois de fazer aquilo ele dormiu, bebeu água e brincou. O pet pode até entender que tem algo errado, mas não saberá exatamente o que é, se não for corrigido (da maneira correta, sem agressão física ou causando dor) na hora do acontecimento”, orienta.

E qual a explicação para aquelas expressões que eles fazem ao serem indagados?

“A carinha de culpado, normalmente com cabeça e orelhas baixas e desviando o olhar, de acordo com a maioria dos especialistas, é apenas uma maneira de demonstrar que eles sabem que há algo errado, por causa do tom de voz e a posição corporal do dono. Isso não quer dizer que eles estejam expressando um sentimento já que, na maioria das vezes, as ‘conversas’ com os donos ocorrem muito tempo depois do fato, o que significa que, depois daquilo, o pet já fez várias outras coisas e ele não tem como identificar qual delas está gerando a bronca”, esclarece a adestradora.

Segundo Joilva, é importante frisar que os cães agem por associações, positivas e negativas, e prestam muita atenção em nossas expressões corporais. Desta forma, pelo nosso timbre de voz e posição corporal, eles entendem que tem algo errado e, por isso, fazem aquela famosa carinha de culpa.

“Faça um teste você mesmo: chame seu pet, posicione-se na frente dele e fale normalmente, agrade, faça carinho e verá que ele ficará feliz, balançará o rabinho, pulará demonstrando que, assim como você, está contente. Logo após esta situação, feche a cara e diga algo como se ele tivesse feito alguma coisa errada e, pronto, a carinha de culpa está aí porque, pelas suas expressões, ele entende que algo negativo está acontecendo”, conclui.

Então, na próxima vez que seu mascotão fizer arte e não for pego no flagra, não adianta fazer um discurso sobre a importância de não fazer aquilo. Lembre-se que a famosa carinha de culpado não vai fazer com que ele pare de ser arteiro, mas com certeza vai fazer você se render mais ainda aos encantos do seu cãozinho sapeca.

 

Por Paula Soncela
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