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Aquarismo: conheça todas as filtragens e os diferentes filtros

aquário

22 ago Aquarismo: conheça todas as filtragens e os diferentes filtros

O aquarismo é um hobby que pode levar seus praticantes a um universo completamente novo, e, com ele, a diversos novos conhecimentos e algumas dúvidas. Entre as principais, como estabelecer uma boa qualidade da água para meus peixinhos? Para isso, utilizaremos uma filtragem apropriada para cada tipo de aquário.

“O papel dos filtros dentro do aquário (um ecossistema fechado) é fundamental”, explica o biólogo da SOS Aquário Diego Castro. E complementa: “se não é o único fator que determinará um ambiente saudável para seus pets aquáticos, sem dúvida alguma é um dos mais importantes. Em um habitat natural, seja de água doce ou salgada, a água se renova muito mais facilmente, por conta do fluxo e volume da mesma. No entanto, o aquário é um universo com volume muito menor de água, que não será suficiente, sozinho, para diluir e dissipar amônia, restos de alimentos e outros materiais que se decompõem ao longo do tempo. Por isso, não só os peixes, mas também as plantas que você adquirir poderão adoecer rapidamente sem uma filtragem ideal”.

Basicamente, existem três tipos de filtragem: a biológica, química e a mecânica. Quando aplicadas em combinação e no dimensionamento correto, garantem um ambiente perfeito para os peixes e plantas.

A filtragem mecânica, também conhecida como física, retira sedimentos e outras partículas sólidas da água, por exemplo, materiais orgânicos, tais como restos de ração para peixes, folhas mortas e outros tipos de materiais que, uma vez em decomposição dentro da água, geram altos níveis de amônia. Para esta filtragem acontecer, é necessário que a água passe por algum tipo de material poroso ou fibroso, como esponjas. Filtros com este tipo de dispositivo devem ser lavados ou trocados, periodicamente, pois acumulam a sujeira que retiram da água do aquário. É importante que a filtragem mecânica seja a primeira etapa de todo o processo de purificação da água, já que evita que detritos maiores cheguem a outras etapas da filtragem, ou que haja entupimentos.

Compostos pequenos demais devem ser tratados por meio da filtragem química, comumente desempenhada pelo carvão ativado. O material do carvão, ou seja, o carbono, consegue absorver da água elementos em nível molecular, como gases que contribuem para cheiros desagradáveis, sais e taninos, estes últimos, compostos responsáveis pelo aspecto amarelado que aquários podem atingir. Filtros deionizadores, que são dotados de resinas especiais, também executam esta função.

Mas, todo aquário irá produzir amônia – que surge do metabolismo dos peixes e da decomposição de fezes, ração e outras matérias orgânicas – neste caso, a filtragem biológica é aquela responsável pela quebra desta substância em compostos menos prejudiciais. A amônia precisa então ser consumida por bactérias que liberam o nitrito, que é, por sua vez, consumido por outros tipos de bactérias que liberam, finalmente, o nitrato, que se torna tóxico somente em níveis muito altos, dentro do ambiente aquático (por isso a importância da troca parcial de água periodicamente). As bactérias irão alojar-se em matérias porosas, como anéis de cerâmica, pastilhas de vidro sinterizado, pedaços de rochas vulcânicas, entre outros. Estes produtos não devem ser retirados permanentemente do aquário e nem trocados, sendo que a limpeza deve ser efetuada sempre com a própria água do aquário, para retirar impurezas maiores que possam se fixar nos filtros biológicos.

Então… qual filtro comprar?

Existem no mercado diversos tipos de filtros que podem ser instalados no aquário/tanque, e dimensionados de acordo com as orientações de um especialista. O biólogo Diego Castro explica como funcionam alguns dos modelos mais populares: “filtros externos tornam a manutenção mais simples, possibilitando o uso de maior material filtrante dentro de sua estrutura, pois não ocuparão espaço dentro do aquário. O filtro de placa de fundo, por sua vez, mecânico e biológico, é popular por seu preço mais baixo. Deve ser coberto por cascalho e instalado junto a uma bomba que faz a água passar por sua estrutura, no ‘chão’ do aquário. Ao longo do tempo, fixam-se a ele bactérias que desempenham a filtragem biológica. Opções de filtros modulares e filtros ‘comuns’ oferecem as três funções de filtragem, em sacrifício de uma parte interna do ambiente dos peixes. Neles, é possível adicionar o material de filtragem mecânica, química e biológica e a instalação de uma bomba para movimentação da água”.

Há também filtros que podem ser pendurados na borda dos aquários e no estilo Sump, adequado também para filtragem de aquários de água marinha. O Sump é, na verdade, uma espécie de aquário reserva, que fica localizado – geralmente – embaixo ou ao lado do aquário principal. Por sua necessidade de uma estrutura maior, é ideal para aquários médios a grandes, e deve ser igual ou superior a 20% do volume do aquário principal. A instalação deve ser feita por profissionais da área e será necessário, provavelmente, um móvel próprio para suas dimensões.

 

Por André Spera
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