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Micoplasmose: fique atento a essa doença em aves

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23 jan Micoplasmose: fique atento a essa doença em aves

Micoplasmose é o nome de uma doença que afeta papagaios, araras, calopsitas, cacatuas, entre outras aves chamadas psitacídeos. Todos nós admiramos essas criaturas coloridas e inteligentes, muitas delas capazes de reproduzir sons humanos. Mas os proprietários desses maravilhosos bichinhos devem ter muito cuidado com o ambiente que prepararam para eles e ficar atentos aos eventuais sintomas dessa doença.

A médica-veterinária Erika Hayashi, especialista em aves do Consultório e Hotel Paraiso Silvestre, informa que a Micoplasmose é uma doença bacteriana crônica que atinge diversas espécies de aves devido à variedade de “Mycoplasmas” (bactérias) existentes. “O Mycoplasma synoviae  afeta galinhas e perus, mas também as calopsitas, papagaios, entre outros, que são criados como aves pets. Aves mais jovens são mais suscetíveis a essa bactéria”, afirma. Erika alerta ainda que se trata de uma zoonose que pode ser transmitida do animal para o homem.

As causas da doença geralmente estão relacionadas a fatores estressantes, como alta densidade de aves em um pequeno espaço, ambientes sem ventilação adequada e extremos de temperaturas (muito frio ou muito calor). De acordo com a médica-veterinária, os sinais clínicos mais comuns são a dificuldade respiratória (bico aberto), secreção nasal, sinusite, conjuntivite, diminuição da produção de ovos, e na eclosão, ou ovos com deformações na casca, além de artrite. A ave pode ter um ou mais desses sintomas, ou simplesmente não ter nenhum, uma vez que ela apenas elimina o agente. O problema é que a eliminação acaba sendo um disseminador da doença.

A transmissão pode ocorrer entre as aves pelos ovos (os filhotes também podem nascer infectados), pelos espirros, que dispersam aerossóis infectados em outras aves, pelo contato com animais portadores de Mycoplasma spp ou por algum objeto contaminado.

O diagnóstico dessa doença, ressalta Erika, se faz por meio de um exame bem sensível chamado PCR. “Tem que se fazer um diagnóstico diferencial para Chlamydophila  psittaci, pois os sinais clínicos relacionados à dificuldade respiratória e à conjuntivite são idênticos”. A prevenção se faz por meio de exames, dieta balanceada, bem como um local apropriado para a ave (com brinquedos e espaços adequados), além de uma ótima higiene diária do local.

Erika recomenda ao proprietário limpar a gaiola com máscara a fim de evitar respirar o pó das penas das aves. “Manter a sua ave saudável é a melhor forma de prevenção”, avisa. Por fim, ela aconselha fazer consultas veterinárias periódicas com um veterinário especializado em ave.

Da Redação
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