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Humanização de pets – como respeitar o instinto do seu amigo

09_Dez

25 nov Humanização de pets – como respeitar o instinto do seu amigo

A proximidade dos animais com o ser humano trouxe inúmeras vantagens para ambos os lados, principalmente para eles que saíram dos quintais e começaram a dormir dentro das casas. Porém, eles ainda são animais e alguns comportamentos básicos precisam ser mantidos.

 

O termo humanização de pets se refere ao ato de tratar o animal como um humano, explica Bianca Bennati, médica veterinária da clínica SPet, que opera junto à Cobasi São Bernardo Faria Lima. “O problema surge quando atribuímos ações, sentimentos e desejos naturalmente humanos para os animais, ignorando os instintos e necessidades naturais deles”, explica.
Algumas atitudes do tutor, que pensa estar protegendo o animal, podem surtir efeito contrário. “Não deixar o cão ter contato com outros cães, manter ele apenas no colo ou preso dentro de casa pode desenvolver uma série de problemas psicológicos por estresse, obesidade ou problemas articulares pela falta de atividade”.

 

No caso dos gatos, eles não têm a necessidade de contato com outros da mesma espécie como os cães, mas gostam de caçar. “Gatos que ficam presos dentro de casa sem o estímulo do proprietário podem desenvolver os mesmos problemas que os cães” acrescenta Benatti.

 

Como manter o animal saudável e feliz

 

Como o erro mais comum da humanização de pets é espelhar os próprios sentimentos no animal, a solução é respeitar o comportamento natural de cada espécie “Existem tutores, por exemplo, que não deixam o animal andar no chão porque pode se cansar. O ideal é cada tutor se informar sobre as principais necessidades do seu animal”.

 

Gatos, por exemplo, precisam afiar as unhas nos objetos para marcar território. Neste caso, o tutor deve oferecer o material adequado, como arranhadores específicos e corretamente posicionados.

 

Como gatos têm a necessidade de caça, cabe ao proprietário proporcionar brincadeiras que se assemelham à caça, seja com laser ou varinhas com bichinhos. No final da brincadeira, é importante oferecer um alimento úmido, para não frustrar o objetivo da caça, que é comer a presa. “Outra medida importante: o gato é um animal que gosta de se entocar, então é preciso deixar opções pra ele poder descansar”, acrescenta a veterinária.

 

A sociabilidade dos cães

 

Para estes animais extremamente sociáveis, passeios devem ser prioridade. Se o animal não for bravo, a dica é soltar em ambientes próprios para interagir livremente com outros cães, deixar ele cheirar outros cães e ser cheirado. “Embora tentemos, eles não brincam com humanos como brincam com outros cães, correndo e mordendo. Essa interação é essencial para a qualidade de vida dos cachorros”.

 

Para ser ainda mais assertivo na criação, há também a possibilidade de estimulá-los de acordo com suas raças. Cães de caça podem ser instigados com brincadeiras de pegar a bolinha, por exemplo.

 

Para os cães sem raça definida, o tutor deve identificar as características marcantes da personalidade dele e estimular da forma correta. “Quando algum tutor tiver na dúvida em como tratar o animal, com receio em deixá-lo viver mais livre, é só lembrar-se que eles não são humanos, e não tratá-los assim garante sua qualidade de vida” finaliza Bianca Bennati.

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