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Felícia e Félix – o luto real dos pets

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27 mai Felícia e Félix – o luto real dos pets

Já passou o tempo de pensar nos animais como seres que reagem apenas a instintos básicos de sobrevivência. E quanto mais convivemos e pesquisamos sobre os hábitos dessas criaturas – principalmente os mais próximos aos seres humanos – mais compreendemos as semelhanças que possuímos com eles.

Por isso, quando percebem o desaparecimento de alguém próximo, os animais sentem o luto à sua maneira. Esse processo pode acontecer tanto quando eles perdem um ser humano do convívio quanto até mesmo outros animais.

“A Felícia era uma cachorrinha muito animada, estava sempre disposta a brincar. Morávamos só eu e ela. Quando ela tinha cerca de dois anos de idade, adotei um gatinho, o Félix. No início o gato tinha um pouco de medo da Felícia. Ele tinha cerca de um mês quando o achei vagando numa praça e não pensei duas vezes em adotá-lo. Mas bastaram algumas horas para que ficassem amigos”, recorda a médica-veterinária e especialista em comportamento animal Mayara Ramos da Silva Callanan.

“Tive o privilégio de trabalhar em clínica veterinária tratando especificamente de comportamento animal, e pude observar que muitos cães tinham seus amigos prediletos, outros cachorros com quem possuíam mais afinidade, brincavam mais com um do que com o outro. Enfim, são indivíduos com um cérebro bastante complexo.”

No caso de Felícia e Félix foram quatro anos de amizade. “Quando mudei para um apartamento, o Félix sempre pedia pra sair, e como morava no primeiro andar eu não sabia que ele tinha acesso à rua, achei que ele só brincava no jardim do prédio ao lado do meu”.

Mas em uma ocasião, Félix sumiu por dois dias. “Saí com a Felícia para procurá-lo. Ele tinha coleira com telefone, então imaginei que se alguém o achasse, poderia me ligar, mas nunca recebi uma ligação. Mas depois desse tempo de desaparecimento, veio a má notícia. “O porteiro do meu prédio me contou que haviam atropelado o Félix, na rua atrás do meu prédio. Todos conheciam meu gato”.

Durante 15 dias, a cachorrinha pouco se alimentou, dormia muito e olhava pela janela como se estivesse esperando o amigo voltar. “Para animá-la, eu a levava nos parques e fazia longas caminhadas, pois ela gostava de passear. O luto é um momento que todos passamos é um mal necessário, mas passa”

É preciso dar tempo ao tempo, e muito carinho. Brinquedos favoritos, e uns petiscos gostosos também não fazem mal.

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