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Entenda a raça Pit Bull e quebre seus preconceitos

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15 mai Entenda a raça Pit Bull e quebre seus preconceitos

Ao pensarmos no Pit Bull, facilmente vem à mente a ideia de um cão de comportamento agressivo. Mas apesar de serem injustamente colocados como perigosos e reativos, os Pit Bulls Americanos são animais amplamente reconhecidos por sua inteligência, força e lealdade. Esses cães, de caráter resoluto e espirituoso, têm uma história complexa, que explica muito de seu temperamento e personalidade. A médica-veterinária e acupunturista no O Tao do Bicho, Ana Carolina Magalhães, dá mais detalhes abaixo.

A dolorosa história dos Pit Bulls

Como muitas raças modernas, é impossível saber todos os detalhes da longa história do Pit Bull. No entanto, muitos entusiastas acreditam que suas origens podem ser rastreadas até a antiguidade e a família de cães Molossos – nome referente à tribo Molossi, um grupo de pessoas que viveu na Grécia antiga e utilizou cães robustos e musculosos na guerra.

Desde então, os Pit Bulls foram utilizados em diversas modalidades que envolviam combate, inclusive em esportes cruéis e sanguinários no Coliseu, em Roma. Quando a Inglaterra foi invadida, introduziram um novo esporte, o baiting, em que um ou dois cães eram treinados para assediar implacavelmente os touros até que eles caíssem por fadiga, ferimentos, ou ambos. Estes episódios eram prolongados e chegavam a três ou quatro horas.

Apesar de a modalidade ter sido banida, o desejo do público em assistir o espetáculo sanguinário de cães “lutadores” resultou em novos cruzamentos com outras raças para dar origem a um cão focado, robusto e infatigável, originando o popularmente conhecido Pit Bull Terrier. Desde então, as rinhas de cães foram cada vez mais comuns e fizeram da raça reféns da crueldade.

Ana Carolina pontua que, atualmente, o Pit Bull é um animal amado e apto a diversas funções importantes, como ser um cão policial, terapeuta, de busca, ou de exploração agrícola. Mesmo assim, a publicidade negativa levou muitas cidades a condená-los como um problema comunitário.

Esta percepção foi apoiada pela prevalência de rinhas ilegais. A desenfreada desinformação e o medo causado pelas ações de uma minoria de cães mantidos por criminosos negligentes têm provocado a formulação de legislação contra a raça em várias cidades e países ao redor do mundo. “O tratamento negativo dos Pit Bulls em nossa sociedade é infeliz para dizer o mínimo. Pit Bulls e humanos podem viver harmoniosamente se for dada a chance. O treinamento destes animais deve ser prioritário. A história da raça demonstra que, com o treinamento adequado, o American Pit Bull Terrier pode ser um membro notavelmente leal e valorizado da família”, afirma a especialista.

Cuidados

American Pit Bull Terriers são geralmente saudáveis, mas como todas as raças, eles são propensos a certas doenças e é importante estar ciente delas se você está considerando ter um. A especialista afirma que entre as mais comuns, estão a displasia de quadril, problemas cardíacos e alergias que podem causar coceira intensa e desconforto. Por esses motivos, os cães vão se coçar às vezes até sangrar.

Isso é arriscado, porque infecções secundárias podem se desenvolver no tecido danificado. “Para tratar alergias, a causa deve ser identificada e removida do ambiente do cão, se possível. Um médico-veterinário pode ajudar o tutor com isso, bem como mostrar quais os sinais de alergia podem ser controlados com tratamentos adequados, como medicação ou acupuntura”, explica ela.

É importante ter disponibilidade de pelo menos uma hora por dia para passear, brincar ou exercitar o seu Pit Bull. “Comece o treinamento de obediência cedo e continue durante toda a vida do cão. Por conta de sua herança como cão de briga, alguns Pit Bulls se mantêm agressivos com outros cães, mas ao serem socializados corretamente desde cedo e treinados para saber qual comportamento é esperado deles, essa agressividade pode ser minimizada ou superada. O treinamento, amor e carinho são a base para um relacionamento forte com seu amigão”, pontua Ana Carolina.

Da Redação
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