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Demência senil em gatos pode enganar tutores

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30 abr Demência senil em gatos pode enganar tutores

Mudanças de comportamento são sinais importantes para o diagnóstico de doenças em animais de estimação. Em gatos idosos, o diagnóstico pode se tornar ainda mais difícil, por isso, os bichanos devem fazer um check up anual a partir dos sete anos de idade.

 

De acordo com a médica veterinária Jessica Sasson, clínica geral com especialização em felinos domésticos, da Patapet, a demência senil é um distúrbio cognitivo parecido ao Alzheimer no ser humano. Ocorre geralmente em gatos idosos, a partir dos 12 anos, causando prejuízo à função cognitiva do animal. Conforme a idade avança, os sintomas tendem a aumentar.

 

“O check up a partir dos sete anos de idade é muito importante para identificar o distúrbio. Os gatos, por serem caçadores na natureza, não podem demonstrar fraqueza, porque senão viram presas, e os gatos domésticos mantêm esse instinto. Eles podem esconder ou mascarar certas doenças, incluindo a demência senil”, explica a especialista.

 

Devido a essa particularidade da espécie, é mais do que comum tutores não notarem esse distúrbio. O problema nisso é que, quanto mais tarde o diagnóstico, menor qualidade de vida terá o gato em sua terceira idade. “No início, o tutor tende a achar que a mudança de comportamento é algo normal para a idade e que não há o que possa ser feito. Na maioria das vezes, quem descobre a doença é o veterinário, quando o tutor leva o gato para consulta por um motivo diferente”, alerta Jessica.

 

Sintomas e tratamento

 

Quando a doença atinge estágio avançado sem o diagnóstico e o tratamento, até o cotidiano do tutor pode ser prejudicado. Um exemplo claro são problemas no sono, já que os gatos podem trocar o dia pela noite, se agitar demais e miar compulsivamente. Entre outros sintomas do distúrbio estão: urina fora do lugar, alteração de apetite, desorientação (se perder na casa), diminuição de interação com outros animais e pessoas, perda de curiosidade e até agressividade.

 

O tratamento é feito de acordo com o perfil de cada gato, mas, no geral, são usados medicamentos alopáticos e vitaminas que ajudam a retardar o envelhecimento do cérebro e melhoram as funções de cognição.

 

“É essencial lembrar que, na presença de qualquer comportamento diferente do habitual, qualquer mesmo, é necessário procurar um veterinário. Por exemplo, se o gato parece mais ativo do que o habitual ou está comendo mais ou bebendo mais água do que o normal. Até mesmo manifestações assim, que parecem triviais ou positivas, podem ser sintomas de doenças”, afirma Jessica (jessicasasson@uol.com.br).

 

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