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Coronavírus (Sars-Cov-2) em animais de estimação não é motivo para preocupação

20 out Coronavírus (Sars-Cov-2) em animais de estimação não é motivo para preocupação

Não existem evidências de que os pets passem o coronavírus adiante, ou que desenvolvam sintomas associados à covid-19. No entanto, limpeza após o passeio é bom hábito para se manter

Em outubro de 2020 foi noticiado o primeiro caso confirmado de Sars-Cov-2 em um pet no Brasil. Trata-se de uma gata, em Cuiabá (MT). No entanto, o animal não desenvolveu nenhum sintoma associado à covid-19 em humanos. Ela teria contraído o vírus de seus donos.

Apesar da notícia, esse tipo de evento não deve ser motivo para preocupação dos responsáveis por animais de estimação. Em resumo: mesmo que os pets contraiam o vírus da pandemia, o Sars-Cov-2, não há nenhum indício que possam desenvolver a doença (covid-19) ou que, uma vez no organismo desses animais, esse vírus possa ser transmitido a outros animais ou seres humanos.

“Todos os outros casos de detecção de Sars-Cov-2 em animais domésticos mundo afora surgiram do contato com humanos infectados – explica Kellen Oliveira, doutora em Reprodução Animal e professora da disciplina de Criação de Animais de Companhia da Escola de Veterinária e Zootecnia da UFG (Universidade Federal de Goiás) – tendo isso em vista, a população não precisa se alarmar com esse caso no Mato Grosso. Devemos manter nossos animais em casa, com a mesma rotina desde o início deste período: jamais abandonar e, em qualquer sinal de doença levar ao médico-veterinário”.

Vale ressaltar que no início da pandemia, houve desinformações divulgadas em redes sociais em relação a vacinas já existentes contra outros organismos da família do coronavírus, que afetam animais de estimação. É fato que os pets podem desenvolver outras doenças que são causadas por outros tipos de coronavírus, para as quais já existem vacinas. Mas esses produtos não são eficazes na prevenção ou tratamento da covid-19, nem em animais de companhia, nem em seres humanos.

Ou seja:

-Até o momento não há evidência científica de que animais de estimação possam desenvolver a covid-19.

-Até o momento, nenhuma pesquisa confirmou que os pets, em especial cães e gatos, podem transmitir a doença para humanos.

Mas então, qual o risco? “Acredita-se que os pets podem funcionar como uma superfície ou objeto qualquer da casa ou ambiente para a transmissão do vírus, assim como uma mesa, cama, ou almofada, porém isso também não está confirmado – diz Oliveira –  o que se sabe é que, se o vírus estiver nas superfícies e alguém encostar na mesma, e depois levar a mão à boca ou ao nariz, ela pode contrair o vírus. Por isso as medidas de higiene devem ser respeitadas”.

Veja as recomendações que realmente podem fazer a diferença, de acordo com a profª Kellen Oliveira

Quais os principais cuidados para os animais, em uma casa que tem algum caso de covid confirmado, entre os humanos?

Seguir as recomendações dos órgãos de saúde: isolamento do doente, uso de máscara por todos da casa, evitar contato íntimo com pessoas e animais, higienizar superfícies, mãos e braços com água, sabão e álcool, cobrir o rosto com o cotovelo ao espirrar ou tossir.

Na hora do passeio, é importante algum cuidado extra?

Escolher locais e horários com menor aglomeração de pessoas e animais

E na hora de chegar em casa?

Na volta para casa, higienizar as patas dos animais com água, xampu ou higienizadores próprios para a espécie antes de entrar. Lembrando que, naturalmente, os animais se lambem como forma de higienização então não utilize produtos que possam intoxicar ou que sejam irritantes para a pele, como álcool.

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