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Como fazer seu cãozinho aceitar um novo irmãozinho?

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12 dez Como fazer seu cãozinho aceitar um novo irmãozinho?

A chegada de um novo cachorro ao nosso lar é sempre emocionante e um momento de muita alegria para todos! Mas, se você já tem um cãozinho em casa, há grandes chances de ele não achar esta mudança muito bem-vinda. Alguém novo está invadindo seu espaço e cabe a nós, humanos, tornar todo o processo mais tranquilo e agradável possível para que o relacionamento entre os novos irmãos pets seja harmonioso.

Ocorrerão brigas? Isto normalmente só acontece se não houver um trabalho bacana dos donos, com supervisão controlada entre os cães. “As pessoas simplesmente ‘jogam’ o animal dentro do espaço do outro e não fazem uma adaptação prévia. Por isso, acaba acontecendo algum desentendimento”, adianta Carolina Rocha, médica veterinária mestre em comportamento animal, fundadora da Pet Anjo.

Sabendo antes o que fazer e como agir vai ajudar as famílias e seus cãozinhos neste momento. A palavra-chave é paciência. Não adianta sonhar que, do dia para noite, os pets vão se tornar melhores amigos. “Ele não escolheu ter este outro animal, fomos nós que escolhemos. Tenha uma expectativa real de que esta adaptação entre eles vai demorar um pouco”, explica Carolina.

Antes mesmo de escolher seu novo pet, vale uma boa pesquisada para checar a compatibilidade entre raças. Algumas delas têm um instinto maior para caça ou predação, como os Terriers e Bloundhounds, ou um histórico mais territorialista, e podem acabar tendo este tipo de comportamento com os companheiros.

Não significa que estas e outras raças parecidas estão proibidas de dividir um lar com outros animais, tá? Só vão exigir um cuidado extra e mais atenção na hora de interagir com os antigos moradores caninos da casa, como exemplifica Carolina: “por exemplo, se ele tem a tendência de predação, assim que o dono perceber algum sinal de que vai dar o bote, como fixar o olhar ou ficar atento, já pode interromper este comportamento, chamando o cão para outro lugar”.

Além disso, conhecer e entender a personalidade do pet que já está em casa é fundamental. Será que ele já teve problemas com outros cãezinhos, ou costuma lidar bem com os outros?

A chegada do novo cãozinho

Uma vez escolhida a raça do nosso pet, é hora de preparar a casa para sua chegada. Não importa se quem está vindo é um cachorro filhote, adulto ou idoso, é essencial ter espaços em casa separados para cada animalzinho, o novo e o antigo (ou antigos, caso já tenha mais de um). O ideal é que estes espaços sejam totalmente separados mesmo, com uma barreira entre eles, como uma parede. Ambos com uma caminha gostosa, brinquedos e, o mais importante, local para fazer as necessidades e o potinho de água e comida, tudo separado um do outro.

No grande dia da chegada do novo pet, começa a fase mais importante de todas: a adaptação em si. Primeiro, a gente quer que o cachorro se acostume com seu espaço na casa. No dia seguinte, podemos começar a adaptação com o outro cão em sessões curtas, de cinco a dez minutos. Com as portas fechadas entre eles, os pets vão sentir o cheiro um do outro. Cheirar por debaixo da porta, talvez até colocar a patinha para tentar sentir o companheiro ao lado. “Neste momento, os donos acompanham dando petiscos para os dois, fazendo carinho e falando palavras de incentivo, com a voz alegre. Estes petiscos vão ser dados apenas quando acontecer essa interação, para marcar que eles só ganham esta coisa deliciosa quando estão perto um do outro. Eles associam que o novo animal é legal!”, explica Carolina.

Se as duas ou três primeiras sessões forem tranquilas, é hora de dar o próximo passo. Podemos aumentar aos pouquinhos o contato do antigo pet com o novo, seja ele filhote ou um cachorro mais velho. A tática com muitos petiscos e carinho continua, só que agora de porta aberta e com uma caixa de papelão entre os novos companheiros. Tudo para que eles sintam mais o cheiro e ouçam melhor o outro pet, mas sem se encostarem ainda.

Uma boa ideia para a próxima interação é o portão de bebê, para que eles finalmente sintam o amiguinho, mas ainda com uma barreira no caminho para nada dar errado. Deu certo? Hora de partir para encontros lado a lado, com os cachorros presos à guia e, finalmente, o grande momento onde eles podem interagir tranquilamente, sem a nossa ajuda. Como conta Carolina, “é importante que no início seja tudo controlado, para evitar quaisquer problemas e garantir que vai dar tudo certo. Não adianta forçar a barra para que eles virem melhores amigos logo de cara! Eles vão eventualmente buscar o outro e o encontro vai acontecer”.

O trabalho dos donos neste período vai ser recompensado. Em 99% dos casos em que é feito este tipo de adaptação, com bastante cuidado, carinho, e, claro, petiscos gostosos, os animais passam a se respeitar e, até mesmo, gostar um do outro.

Se os seus pets já convivem juntos e não houve tempo para uma adaptação correta, dá para consertar a situação, como conta Carol. “Existem trabalhos de associação positiva, mostrando que o outro animal é legal, que podem ser realizados mesmo tardiamente. Ele é feito caso a caso, com um adestrador profissional ou veterinário comportamentalista”.

É importante não cair na armadilha de compras impulsivas se já tem um animalzinho em casa, principalmente inspirado por esta época natalina. Como deu para perceber, preparação é fundamental para tornar a vida de todos mais tranquila na hora de aumentar nossa ‘família’!

 

Da Redação
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