Portal Melhores Amigos | Como educar um cãozinho medroso
3940
single,single-post,postid-3940,single-format-standard,ajax_fade,page_not_loaded,,qode-theme-ver-1.0,wpb-js-composer js-comp-ver-4.3.5,vc_responsive

Como educar um cãozinho medroso

Post_portalmelhoresamigos_10

18 dez Como educar um cãozinho medroso

Talvez você conheça ou até more junto de um cãozinho medroso. Mas nenhum cachorro nasce com medo. Os desvios comportamentais dos animais afloram de acordo com os estímulos que cada um recebe. Quem explica melhor o assunto é Ricardo Tamborini, adestrador e especialista em Comportamento Canino.

 

“É importante termos em mente que é natural que sons tão altos, como um rojão ou fogos de artifício, assustem o animal em um primeiro momento, quando ele irá correr pela casa, latir em excesso e chamar atenção. Nós também nos assustamos. A questão é o que você fará no momento seguinte. Responder esse quadro dando muita atenção ao animal, ou pegá-lo no colo, é um erro”, explica o especialista. Ou seja, por mais que lhe parta o coração não dar um afago, ceder nesse momento é entendido pelo animal como uma recompensa por aquele comportamento. E se deu certo uma primeira vez, ele com certeza repetirá no futuro. O convívio com cães que têm o mesmo padrão também vai estimulá-lo a copiar essa atitude.

 

Corresponder com atenção não acalma o cão, apenas reforça que o comportamento associado ao medo é correto, e que pode ser manifestado quando ele bem entender. Seu pet pode ter medo de uma caçamba de lixo, um portão automático, de uma placa luminosa… qualquer coisa que possa lhe remeter a uma má lembrança, salvo as particularidades de cada animal.

 

“Os cães se apresentam de forma diferente ao novo, com curiosidade ou receio. Mas para que seu pet não comece a apresentar um medo “crônico” às novidades, ele deve ser apresentado ao novo de forma tranquila e gradativa. Esse primeiro impacto tem que ser tranquilo, é o que chamamos de associação positiva. Quando isso der certo, dê um petisco, converse com ele para reforçar o comportamento de tranquilidade. Brinquedos também são bom artifício, brinque com o cão perto daquilo que ele tem medo”.

 

Tamborini faz uma observação importante: o exercício de não recompensar o comportamento de medo deve ser praticado desde quando filhote. Caso contrário, outros hábitos negativos podem se desenvolver caso o cão sinta-se acuado, como estresse, agressividade e quadros depressivos. Nestes quadros mais sensíveis, chame um profissional da área para auxiliá-lo.

 

Quais são os sinais que indicam que meu cão está se sentindo inseguro? “Muitos veem um cão tremendo e acham que ele está com medo. Na verdade, é a ansiedade que o faz tremer. Isso acontece porque nesses casos ocorre uma descarga de adrenalina muito grande no animal. Essa descarga por sua vez estimula o bombeio de sangue mais intenso no coração, sangue esse que irá em quantidade maior aos músculos. Isso faz com que a musculatura enrijeça, e aí surge a tremedeira. Outro sinal de que o cão se considera em perigo é a busca por uma “toca” – como embaixo de uma mesa, ou um cômodo mais escuro.

 

Medo de outros cães

Mas o que fazer quando o gatilho para o comportamento de medo são outros cães? “Isso provavelmente acontece quando existe falha na sociabilização do seu animal – esclarece o adestrador – ou seja, muito provavelmente quando filhote, esse cão não teve um contato ideal com os elementos da rua, ou com outros cães”.

Os tutores devem entender, acima de tudo, que não é possível exigir pressa na adaptação desses animais. Mas ensiná-lo um novo comportamento, procure um local de menor movimento, em horários menos cheios. Nesse momento, quando ele encontrar um outro cão, ofereça petiscos para que ele associe um outro animal com uma coisa boa. Se possível, leve o cão a um serviço de “creche”, duas vezes por semana, por exemplo, e avalie o resultado.

 

 

 

 

 

 

Nenhum Comentário

Sorry, the comment form is closed at this time.