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Cobra: ter ou não ter? Eis a questão.

jiboia

09 ago Cobra: ter ou não ter? Eis a questão.

Você convida amigos para uma visita em sua casa e pede para que tenham “cuidado com o bicho”. Mas não se trata de um cachorro, que pula e lambe, ou de um gato um pouco agressivo, que costuma arranhar. O seu pet é simplesmente uma cobra! E por mais que alguns possam achar essa escolha um pouco estranha, as cobras podem ser excelentes animais de estimação. Claro, se o tutor tomar algumas precauções. Mas, que pet não necessita de cuidados, não é mesmo?

Antes de tudo, o interessado deve pesquisar muito sobre a espécie de cobra que pretende ter. Existem serpentes grandes e pequenas, que vivem em árvores, no chão, enterradas na terra, ou ainda, as que vivem perto de rios. “Consultar um veterinário que atenda estes animais é sempre uma boa dica”, explica Gustavo Bauer, veterinário especializado em répteis.

Outro ponto fundamental é procurar apenas cobras e serpentes de criadouros legalizados e licenciados pelo IBAMA. “No Brasil, são legalizadas a Jiboia, Salamantas e serpentes do gênero Corallus: Suaçuboia e a Periquitamboia. São serpentes da família dos Boídeos, não possuem veneno e são constritoras, ou seja, matam suas presas por estrangulamento”, diz Bauer.

Um bicho quieto

Muitos moradores de apartamentos se queixam da dificuldade de ter cães ou gatos, que geralmente necessitam de espaço para correr e costumam fazer barulho. As cobras seriam uma excelente opção para estas pessoas, uma vez que não necessitam de espaço para se exercitarem, não emitem sons e têm um comportamento pacato. Elas também podem conviver tranquilamente com crianças, mas, só devem ser manejadas por adultos, para que não haja acidentes.

Porém, não se trata simplesmente de deixar a cobra deitada no sofá ou instalada em uma caminha. Ela precisa de um habitat confortável para seus padrões, que deve se assemelhar a seu ambiente natural, ou seja, “para um animal que tem como comportamento natural escalar árvores, seu terrário deve ser mais alto do que largo e propiciar este comportamento. Para isso, o tutor pode utilizar troncos de árvores naturais ou mesmo canos de PVC”, afirma Bauer. “Além disso, cada espécie tem suas exigências quanto à umidade relativa do ar e temperatura. Portanto, as estratégias se moldam de acordo com cada animal. Para imitar a chuva, por exemplo, o tutor pode instalar aspersores de água ou vasilhas grandes com água. Lâmpadas ou equipamentos específicos, como pedras aquecidas ou placas de aquecimento, devem ser utilizados como fonte de energia térmica”, diz o veterinário.

A alimentação é outra questão importante. As cobras não comem ração, mas sim animais inteiros, como roedores ou aves. Alguns pet shops vendem estes bichos já mortos.

Por fim, é preciso ter em mente que, por mais que as cobras pets não sejam venenosas, elas podem morder – assim como um cachorro. Segundo Bauer, isso depende muito de cada animal e de cada momento. “As Jiboias têm temperamento mais dócil do que as demais, porém, também mordem”, afirma. De acordo com o veterinário, as mordidas geralmente não passam de escoriações, mas como toda mordedura, há risco de infecções, pois as lesões sempre são contaminadas. Ou seja, é necessário fazer uma boa assepsia e descontaminação. “Algumas vezes o dente da serpente pode ficar alojado na pele, havendo inflamação local e posterior expulsão do dente. Isto ocorre porque as serpentes trocam de dentes periodicamente”, conclui.

Pense com carinho nas nossas dicas e decida se uma cobra é mesmo o pet ideal para você!

cobra

 

 

Por Caio Ramos

 

 

 

 

 

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