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Ciência pet: os avanços da medicina veterinária

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01 set Ciência pet: os avanços da medicina veterinária

Ser “picado” para fazer hemograma ou segurar a respiração na ressonância magnética não são experiências que nos trazem alegria ou encantamento – porém, são situações, muitas vezes, necessárias para o nosso bem-estar. A mesma premissa vale para o universo pet e, por este motivo, a ciência veterinária vem se desenvolvendo rapidamente e se equiparando, em muitos aspectos, à ciência aplicada aos humanos.

“A medicina veterinária e a medicina humana se complementam como ciência, pois muitos medicamentos humanos são testados em animais antes de serem utilizados em pessoas e a veterinária ganha muito com isto. Frequentemente, drogas e novos tratamentos para doenças chegam ao mercado veterinário antes mesmo de chegar ao mercado humano”, conta Pamela Sayuri Silva Hato, médica veterinária especializada em clínica de pequenos animais do Hospital Veterinário Cães e Gatos 24h, de Osasco.

Ainda existem caminhos a serem trilhados nos avanços veterinários, porém, eles estão sempre acontecendo de mãos dadas com as descobertas humanas. Segundo a Dra. Pamela, “equipamentos de última geração demoram um pouco mais para chegar na medicina veterinária por questões econômicas. Mas, de certa forma, todo avanço na medicina humana é acompanhado pela medicina veterinária e vice-versa”.

Panorama atual

A vida animal não seria a mesma sem estes lindos e temidos procedimentos e máquinas da modernidade. Mesmo que tenhamos que travar uma batalha com nossos pets para eles ficarem quietinhos durante uma coleta de sangue ou de um ultrassom, os avanços da medicina veterinária têm salvado muitas vidas entre nossos amigos bichos.

Para se ter uma ideia do patamar em que está a medicina veterinária, no último congresso de especialidades que aconteceu em julho deste ano, em Curitiba, alguns dos temas em discussão eram a homeopatia, a acupuntura, a laparoscopia e a cirurgia piezoelétrica em odontologia – método que utiliza vibrações ultrassônicas para promover modificações nos ossos e gengivas do indivíduo.

Máquinas de raios X, ultrassom, tomografia e ressonância magnética já estão incorporadas à rotina das clínicas e hospitais veterinários. Hidroterapia, quiropraxia e laserterapia também já fazem parte do mundo dos animais de estimação. Muitos pets, que em outros tempos seriam caso de eutanásia, foram reabilitados por estas técnicas e voltaram a ter uma vida ativa mesmo depois de sofrer lesões na coluna.

O Brasil e a medicina veterinária

A Medicina Veterinária, nos últimos tempos, vem avançando no que diz respeito a prognóstico, diagnóstico e tratamento do animal. “Para se ter uma ideia, há 30 anos, no Brasil, o dono do animal levava o seu pet à clínica com alguma doença e o médico veterinário desprovido de recursos avançados era obrigado a diagnosticar e tratar as doenças apenas com um simples exame físico e seu raciocínio”, relembra a especialista.

Mas este quadro mudou e, atualmente, somos um país muito mais bem preparado. Segundo a médica veterinária, “hoje em dia, graças a investimentos pesados em tecnologia, o Brasil tem recursos semelhantes aos países de primeiro mundo, como. por exemplo, RX digital, endoscopia, ultrassom, ressonância magnética, tomografia computadorizada, laboratório de análises clínicas, eletrocardiograma e ecodopplercardiograma”, informa.

A situação também está mais favorável para a formação em medicina veterinária. “Assim como aconteceu cerca de 40 anos atrás na medicina Humana, o médico veterinário está cada vez mais especializado em áreas especificas. Desta forma, o médico consegue se aprofundar melhor naquela disciplina em que ele mais tem paixão em estudar e poder oferecer um serviço de alto nível em termos de qualidade e excelência”, conta Dra. Pamela.

Contudo, a economia ainda é um fator diferencial em termos de evolução das ciências veterinárias. “A diferença tecnológica entre os serviços oferecidos aos humanos e os serviços veterinários, geralmente, tende a ser menor em nações com economia forte e maiores em países em desenvolvimento, como o Brasil. Porém, esta diferença está cada vez menor e, em algumas famílias, o animal tem um padrão de atendimento tão bom quanto o dos humanos”, compara a veterinária.

De acordo com a Dra. Pamela, “a medicina veterinária brasileira está bem avançada comparada a outros países semelhantes. Porém existe um caminho longo para alcançar a medicina veterinária fora do Brasil, onde serviços de alta qualidade estão ao alcance de todos”.

 

Por: Paula Soncela
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