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Alguns cães são mais agressivos do que outros, mas é possível amenizar o problema

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25 mai Alguns cães são mais agressivos do que outros, mas é possível amenizar o problema

A genética influi no comportamento, mas não é fator definitivo na vida do animal.

 

Da redação

 

Você sabia que algumas raças historicamente foram desenvolvidas para serem mais agressivas que outras? Mas se existe um fator genético, ele não é determinante para todos os exemplares de uma raça canina.

“Desde filhote já temos como saber quais cães serão mais agressivos e podemos direcionar e treinar esses animais para atenuar ou inibir esse comportamento”, esclarece a médica-veterinária Mayara Ramos da Silva Callanan, especialista em comportamento animal. “A primeira infância do cão será fundamental para o desenvolvimento social dele. Mesmo com traços genéticos de agressividade, qualquer animal bem socializado e com boa criação e treinamento pode se tornar um cachorro tranquilo”.

Mas se existem episódios constantes sobre agressividade, o que os donos devem fazer para diminuir esse tipo de comportamento? “Dependerá do tipo de agressividade que esse cachorro tem, e o seu motivo. Também devemos levar em consideração idade, se é castrado ou não, entre outros fatores etc. Existe a agressividade territorial, a do medo, contra pessoas, enfim, precisam ser definidas algumas questões para que seja traçada uma linha de treinamento para atenuar a agressividade e direcionar o comportamento”.

“Já tive casos – prossegue a veterinária – em que o tutor dizia que o cão ‘atacou sem avisar’. Não é bem assim. Os cães nunca atacam sem avisar, porém, muitas vezes os sinais podem ser sutis. Entre eles estão atos como lamber o focinho, bocejar, levantar o lábio superior, rosnar, cheirar o chão, orelhas para trás, expressão tensa.  Esses sinais são importantes para a leitura do comportamento. Porém, não significam que o cachorro irá atacar inevitavelmente”.

Outro quadro é o cão medroso, que pode responder agressivamente o contato com outros cães, pessoas, coisas, etc. Se ele se sentir encurralado ou quiser afastar outro cão/pessoa ele poderá responder agressivamente.

Já aqueles que podem ficar agressivos quando outro cachorro está próximo do tutor devem ter a atenção afastada para outro elemento atraente, como petiscos ou brinquedos. “É importante também não colocar em risco as pessoas que frequentam a sua casa. Se alguma pessoa se aproximar do tutor e seu cachorro responder agressivamente tentando afastar essa pessoa, deve-se iniciar um treinamento para que esse cachorro não responda mais dessa forma. Petiscos e brinquedos são interessantes porque fazem com que o cachorro associe positivamente as pessoas ou cães que se aproximam de você”.

Ou seja, o reforço positivo também ajuda nesses casos. O treinamento deve ser iniciado quando o animal estiver calmo, como fica após uma caminhada ou uma brincadeira que que gaste bastante energia. “Esse trabalho deve ser feito sempre com orientação de um profissional qualificado, para que não exista riscos contra a integridade física de nenhum dos envolvidos”.

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