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Adestramento de gatos: mitos e verdades

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10 dez Adestramento de gatos: mitos e verdades

Existem diversas “superstições” que permeiam a vida dos felinos. Tem gente que ainda dissemina a crença de que o gato preto está relacionado ao azar, ou que os bichanos não se apegam aos donos, mas, sim, à casa onde vivem, ou que só querem saber de comida e não gostam de chamego – tudo fundamentado em “achismos” e preconceitos, claro.

O fato é que, entre crenças, superstições e as próprias teorias científicas, ainda temos um longo caminho para decifrar minimamente o comportamento dos gatos. Por isso, é bom separar o joio do trigo e saber o que pode ou não ser feito em relação ao condicionamento comportamental destes animais para não acuá-los em vez de educá-los.

Domesticação, ambiente e bem-estar

A “independência” do gato se explica pelo fato de que, ao longo da história da humanidade, os felinos sofreram menos modificações pelos seres humanos do que as outras espécies animais (como cães, bovinos e suínos), tendo mais desenvoltura para obter alimento por si só do que outros seres domesticados.

“Por sua característica independente, o gato exige um ambiente relativamente complexo para seu bem-estar. Quando é solicitado o adestramento de gatos, devemos sempre nos ater ao conforto e à segurança do bichano, à sua ambiência. Comportamentos inadequados podem ter origem no baixo grau de bem-estar do gato”, esclarece Andrei Kimura, adestrador da equipe Cão Cidadão, empresa especializada em adestramento em domicílio e em consultas de comportamento animal, que atua em diversas regiões do Brasil.

Agressividade

Quando o gato bate nos irmãos, arranha os tutores ou demonstra qualquer outro tipo de comportamento agressivo, não quer dizer, necessariamente, que ele não goste de você ou dos outros bichos. Neste caso, é bem provável que o comportamento do animal seja um reflexo de um ambiente inadequado e não vai adiantar dar bronca ou pedir calma para seu pet; você deve mexer na causa do problema.

“Podemos nos deparar com gatos agressivos devido à falta do que chamamos de ‘rota de fuga’. Assim, a agressividade pode estar associada ao medo e insegurança ocasionados pela ausência da possibilidade de fugir. Por isso, sempre sugerimos ao dono que faça caminhos suspensos para que os gatos se sintam mais seguros”, indica Andrei.

Bagunça

Se você acha que funciona ordenar verbalmente para que seu gatinho pare de fazer coisas como destruir o sofá ou marcar a casa com xixi, pense duas vezes antes de ser completamente ignorado e não ter o problema resolvido. Em se tratando de adestramento de gatos, devemos usar e abusar de recursos materiais que possibilitem a expressão do comportamento felino, como arranhadores, prateleiras, banheiros – e água sempre disponível, por favor.

“O espaço do banheiro precisa ser acessível, seguro e, recomenda-se que caso haja dois gatos na residência, tenha um banheiro para cada animal e, caso sejam mais de dois, um banheiro a mais do que o número de gatos. Não podemos desconsiderar que eles são animais fugidios e que, se precisarem confrontar outro para fazer suas necessidades fisiológicas, eles vão preferir não usar o banheiro e aí vem a demanda de ensinar o gato que está fazendo xixi pela casa toda”, ressalta Kimura.

Já em termos de ambiência, precisamos também nos ater aos passeios. Segundo o adestrador, “a maioria dos proprietários que mora em casa (não em apartamento) deixa seus bichanos darem umas voltas. Claro que queremos dar liberdade para o animal, mas devemos avaliar se os riscos valem a pena. Por exemplo, se um gato que costuma sair de casa abandona esse hábito de uma hora para outra, há sérias possibilidades de o felino estar sendo molestado de alguma forma por outro gato ou até mesmo por seres humanos”, alerta.

A maneira adequada de “recompensar” com comida

Diferentemente de cães e outros animais, gatos não podem ficar muito tempo sem comer, já que o jejum prolongado causa sérios problemas metabólicos e fisiológicos, podendo provocar até a morte do animal. Porém, no adestramento – ou correção comportamental –, é necessária uma moeda de troca que, invariavelmente, é o alimento. Então, o que fazer?

“Se a maior possibilidade de troca é o alimento, no caso de precisar fazer uma restrição alimentar, não devemos nunca deixar os gatos sem comida por longos períodos de tempo. O que se deve fazer é diminuir a quantidade total de alimento. Podemos também espalhar a comida por vários lugares da casa para que eles tenham que se deslocar e não fiquem ociosos”, orienta Andrei.

Lembrando que o tempo de reação do gato em relação ao cão é muito diferente. “Com o gato, existe a necessidade de respeitar o tempo dele, perceber suas características próprias e, porque não dizer, as suas malícias”, afirma o adestrador.

E claro, se a coisa estiver fora do controle, não hesite em consultar um profissional especializado em comportamento felino.

 

 

Por: Paula Soncela
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